Presidente do Governo dos Açores quer acabar com “insucessos escolares”
8 de jun. de 2021, 15:06
— Lusa/AO Online
José
Manuel Bolieiro, que falava em Ponta Delgada na cerimónia de assinatura
de um protocolo entre a fundação Francisco Manuel dos Santos e a
Secretaria Regional da Educação, referiu que, quando confrontado com o
“histórico dos insucessos escolares, das dificuldades estatísticas que
os Açores têm no contexto nacional", sentiu "um estímulo para
compreender a responsabilidade que havia na governação de ultrapassar os
défices do sucesso educativo”.“O nosso
foco não é apenas o combate ao insucesso sob o ponto de vista da
estatística, mas é a promoção do sucesso que nos move”, declarou o líder
do executivo açoriano.O chefe do
executivo açoriano considerou que o Governo Regional “não se arroga o
autor exclusivo do processo educativo”, contando com “o próprio aluno, a
sua família, mas também com outras instituições que generosamente, com
manifesta filantropia e nobre defesa de uma causa de inspiração
familiar, como é o caso desta iniciativa de Teresa e Alexandre Soares
dos Santos”.O projeto denominado “Teresa e
Alexandre Soares dos Santos – Iniciativa Educação”, que resulta do
protocolo assinado, esta terça-feira, destina-se “sobretudo aos jovens que, devido a
dificuldades gerais, económicas, familiares ou sociais, não atingem o
sucesso escolar que poderiam obter e sofrem, ou estão em risco de
sofrer, insucesso escolar que pode comprometer gravemente o seu futuro,
mas que, com adequado apoio, poderão ser integrados com sucesso na vida
escolar”.A Iniciativa Educação inclui um
programa de intervenção “com alunos com problemas na leitura e escrita
denominado “Programa A a Z – Ler Melhor, Saber Mais”.Será
disponibilizado “todo o apoio científico relativo à coordenação
nacional e às diversas ações necessárias ao programa” através da
“coordenação nacional, científica e operacional, e as suas deslocações;
os materiais do programa, nomeadamente os testes de aferição das
necessidades e progressos dos alunos; a formação de professores e de
professores-tutores”.Serão efetuadas
“deslocações frequentes da coordenação regional a cada uma das escolas
envolvidas para apoio aos professores-tutores e registo dos progressos e
de questões que necessitem de intervenção especial, até um montante
máximo de 500 euros”, a par do "registo de progressos e a sua
comunicação frequente à Secretaria Regional da Educação”.O
protocolo prevê ainda que serão tratados dados recolhidos pela
Secretaria Regional da Educação “com o objetivo de avaliar o impacto do
programa no decurso do percurso educativo”.A
secretária regional da Educação, Sofia Ribeiro, explicou que o
programa começou por ser aplicado na Escola Básica e Secundária de
Santa Maria, bem como básicas e integradas da Roberto Ivens e Ginetes,
em São Miguel.Vai ser agora “estendido a
todas as ilhas do arquipélago”, sendo dada particular atenção às escolas
com primeiro ciclo dos concelhos da Ribeira Grande e de Vila Franca do
Campo, em São Miguel, “uma vez que foram as mais assoladas pela pandemia
e estiveram mais tempo em ensino à distância”.Sofia Ribeiro considerou que o programa “consiste num trabalho muito
individualizado, de grande proximidade com os alunos que manifestem
desde logo dificuldades, assentando numa avaliação que os professores
farão nas salas de aula no início do primeiro período de escolaridade”,
sendo os sinalizados canalizados para a iniciativa.