Presidente do Governo dos Açores diz que não interfere na gestão da SATA
31 de jul. de 2024, 12:18
— Lusa/AO Online
“Vamos
acompanhar de forma muito vigilante toda a situação, confiante de que a
SATA sabe o que está a fazer e não diminuirá a disponibilidade de
serviços para a população, aliás, porque também quer, tanto quanto eu
apurei, reforçar a capacidade de reposta do ‘call center’”, afirmou, em
declarações à Lusa, o chefe do executivo açoriano (PSD/CDS/PPM), José
Manuel Bolieiro.O grupo SATA, detentor das
companhias aéreas SATA Air Açores e Azores Airlines, anunciou que a
partir de 01 de agosto concentraria os seus serviços de atendimento aos
clientes nos Açores nos balcões dos aeroportos e no serviço de
atendimento telefónico, encerrando as lojas localizadas em centros
urbanos.A medida foi contestada por vários
partidos e autarquias e, na terça-feira, o PS, maior partido da
oposição, exortou o Governo Regional, único acionista da empresa, a dar
instruções à administração da SATA para reverter a decisão. Segundo
o deputado socialista Carlos Silva, o contrato de concessão celebrado
entre o Governo Regional e a SATA Air Açores, no âmbito da concessão das
ligações interilhas 2021-2026, inclui o funcionamento de 16 lojas e a
empresa irá encerrar as lojas nos centros urbanos, passando de 16 para
nove.Questionado pela Lusa, à margem de
uma sessão de formação para autarcas de juntas de freguesia, em Angra do
Heroísmo, na ilha Terceira, José Manuel Bolieiro disse que a SATA “é
uma empresa do setor público empresarial regional, mas tem autonomia de
gestão” e que o Governo Regional “não interfere nas suas decisões”.“O
governo não interfere com o conselho de administração, nem com a gestão
da SATA, pelo contrário, e atribuiu a missão ao conselho de
administração de salvar a SATA, face ao legado terrível que a SATA tem
dos governos anteriores, liderados pelo Partido Socialista”, apontou.Segundo
o chefe do executivo açoriano, “a eficácia da administração será depois
julgada pelo governo”, que estará atento à qualidade do serviço
prestado à população. “Na verdade, confio
que a avaliação do conselho de administração tenha considerado um
benefício para a gestão da SATA. Relativamente aos impactos que tiver na
população, o próprio governo estará atento e terá condições de poder
depois reagir relativamente à qualidade do serviço”, assegurou.Para José Manuel Bolieiro, “é fundamental salvar a SATA e sobretudo cumprir o bom serviço às populações”.“O
governo, relativamente ao bom serviço às populações, também estará
atento ele próprio relativamente às necessidades que se mostrarem
efetivas e que possam merecer também, pela parte do governo, uma
colaboração em resolver qualquer perda de disponibilidade”, reforçou.Questionado
sobre se o encerramento de balcões de atendimento violava o estipulado
no caderno de encargos celebrado entre o Governo Regional e a SATA, como
alertou o PS, o presidente do executivo alegou que era
“responsabilidade do conselho de administração responder a essa
matéria”.