Presidente do Governo dos Açores defende sistema de cooperação na Saúde
21 de out. de 2022, 16:21
— Lusa/AO Online
“Estou a falar em São Miguel, no
município da Lagoa, numa magnífica oferta de cuidados de saúde
hospitalares [Hospital Internacional dos Açores], mas não posso
esquecer, enquanto governante responsável dos Açores, as outras ilhas,
que não têm esta oferta, a necessidade de assegurar um sistema de
cooperação na acessibilidade aos cuidados primários de saúde, mas
igualmente, de forma diferenciada, aos residentes nas outras parcelas
aos cuidados de especialidade”, afirmou José Manuel Bolieiro.Por
isso, acrescentou, “é preciso também ter esta como uma ‘key note’
essencial de uma política pública e estratégica, que é um verdadeiro
desafio que pode ser melhor ultrapassado com a dedicação” dos
profissionais de saúde, mas igualmente com “as novas tecnologias e
adequadas políticas públicas para o seu desenvolvimento”.O
chefe do executivo açoriano falava na cidade da Lagoa, na ilha de São
Miguel, na abertura do congresso internacional promovido pelo Hospital
Internacional dos Açores (HIA) sobre os desafios que se colocam à Saúde
nos Açores e que conta com a presença do prémio Nobel da Medicina, Craig
Mello, de origem açoriana.José Manuel
Bolieiro lembrou ainda que o Governo Regional “colocou no elenco das
suas prioridades governativas a Saúde como grande referência”, tendo
disponibilizado um quarto do Orçamento da região de 2023 para o setor.O
líder do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) disse também ser sua
“profunda convicção que é um dever do Estado, nos Açores um dever da
região autónoma, garantir uma oferta pública de serviço e de cuidados de
saúde”.Contudo, acrescentou, “a
responsabilidade da oferta pública dos cuidados de saúde não esgota uma
ideia estratégica que é a complementaridade entre a oferta social, a
privada e do Serviço Regional de Saúde”, pois é desta forma que “se pode
potenciar a escassez de recursos em todo o lado”.Na
sua intervenção, José Manuel Bolieiro defendeu também a necessidade de
“todos combaterem a redução dos tempos máximos de resposta garantida”
aos utentes que queiram ter acesso aos cuidados de saúde, bem como de
apostar na formação dos recursos humanos e na transição digital.