Presidente do Governo dos Açores com "boa expectativa" da revisão da Lei das Finanças Regionais
Hoje 17:40
— Lusa/AO Online
“Felizmente, está cumprido um
objetivo. Havia um compromisso da criação de um grupo de trabalho, por
parte do Governo da República, para a revisão do regime das finanças
públicas para as regiões autónomas. Eu fico agradado. A expectativa é
que seja uma revisão boa e em alta”, afirmou o chefe do executivo
açoriano em declarações aos jornalistas.O
Governo da República aprovou na quinta-feira a criação de um grupo de
trabalho para a revisão da Lei das Finanças Regionais, liderado por José
Tavares, antigo presidente do Tribunal de Contas, com representantes
dos governos regionais.Questionado pelos
jornalistas, à margem da abertura da Feira Agrícola Açores, em Angra do
Heroísmo, o presidente do Governo Regional dos Açores disse ter uma “boa
expectativa” da revisão da Lei das Finanças das Regiões Autónomas.“Quanto
mais cedo, melhor. Se for possível resolver uma situação no quadro
orçamental anual, já para 2027, tanto melhor, mas ter um regime estável,
previsível, de transferência regular é a função de um regime
financeiro, portanto, antes fazê-lo bem do que à pressa e mal”, avançou.José
Manuel Bolieiro defendeu que a revisão terá de ser “em alta”, porque
tal como está “não é justa para com os Açores, em particular”.“Naturalmente,
não [pode] haver perda em relação ao histórico, pelo contrário, ganhos
em fazer distribuição da riqueza nacional de forma justa para validar um
compromisso nacional e da democracia portuguesa”, frisou.O
chefe do executivo açoriano assegurou que o primeiro-ministro, Luís
Montenegro, já manifestou a vontade de poder fazer “uma reforma
importante, valorizadora e justa”.Para o
presidente do Governo Regional, essa revisão deve contemplar “o
reconhecimento das condições arquipelágicas dos Açores”, “a importância
da necessidade de solidariedade e coesão social e territorial” e “o
valor do património de natureza que os Açores representam para o país”.José
Manuel Bolieiro considerou que a Lei das Finanças das Regiões Autónomas
deve “reconhecer os sobrecustos que a insularidade impõe” em funções do
Estado, por exemplo, nas áreas da Educação, Saúde e Transportes, e que
têm uma relevância “muito diferenciadora” nos Açores, “em relação ao
resto do país ou mesmo em relação à Madeira”.Por
outro lado, sublinhou que a lei deve ter em conta que os Açores
“alimentam o potencial global que Portugal tem perante a sua dimensão
atlântica”.