Presidente do COP confia que Portugal cumprirá metas em Paris2024
26 de dez. de 2023, 10:18
— Ana Marques Gonçalves/Lusa/AO Online
“Naturalmente,
a minha expectativa é que, com o tempo, se recupere esse déficit, que é
pequeno, muito pequeno, e que nós consigamos qualificar os nossos
atletas de acordo com aquilo que é a expectativa de participação nos
Jogos de Paris. Portanto, tenho a máxima confiança na capacidade dos
nossos atletas, dos nossos treinadores, e espero naturalmente que as
circunstâncias desportivas o permitam atingir”, declarou.Em
entrevista à agência Lusa, um mês depois de ter admitido que o número
de atletas apurados para Paris2024 estava “ligeiramente abaixo do que
era estimável”, José Manuel Constantino admitiu que continua a acreditar
que a Missão portuguesa pode aspirar a um maior número de modalidades
representadas e ao mesmo número de medalhas que conquistou em Tóquio2020
(quatro), assim como a uma maior paridade. “Nós
fizemos uma revisão relativamente a esses objetivos e chegámos à
conclusão de que, nesta altura do ano, a proximidade relativamente aos
objetivos estabelecidos era expectável que fosse superior, mas nenhum
dos objetivos que foi estimado está fora do nosso alcance e, portanto,
eu mantenho naturalmente a expectativa de que eles consigam ser
atingidos”, pontuou.Com 23 quotas
conquistadas para os próximos Jogos Olímpicos, agendados entre 26 de
julho e 11 de agosto, o presidente do COP considera que essa ligeira
discrepância na composição da Missão olímpica lusa se deve “a quebras de
forma, lesões, aspetos que envolvem as circunstâncias da vida de um
atleta de alto rendimento”, num processo em que também foram alteradas
datas e modelos de qualificação e em que o futebol desapontou.“O
futebol é, digamos, uma pequena desilusão. Porque era importante que
estivesse na Missão, porque o futebol português tem valor suficiente
para poder estar nos Jogos Olímpicos, e é uma pena que o não possa
estar”, lamentou, referindo-se à seleção de sub-21, que falhou o
apuramento para Paris2024 ao cair nos ‘quartos’ do Europeu da categoria.
No entanto, o futebol não foi a única
modalidade que desiludiu, num ano ‘agridoce’ para o desporto nacional,
que festejou quatro títulos mundiais: os dos canoístas Fernando Pimenta
(K1 1.000 metros), e João Ribeiro e Messias Baptista (K2 500 metros), e o
do ciclista Iúri Leitão, na disciplina olímpica de omnium - foi o
primeiro título mundial em elites para o país na pista.“Enquanto
presidente do COP, tenho que ter aqui uma posição que equilibre, por um
lado, a responsabilidade que tenho perante o país de falar a verdade,
e, ao mesmo tempo, transmitir sinais positivos aos nossos atletas quanto
às suas capacidades de ultrapassagem. Eu não escondo que houve
resultados em contexto internacional que nós esperávamos que fossem
diferentes para melhor […]. Espero que isso tenha sido uma circunstância
competitiva, natural, e que o próximo ano permita confirmar os
apuramentos e permitir que Portugal tenha uma representação
significativa nos Jogos Olímpicos”, reiterou.José
Manuel Constantino não quis, contudo, especificar quais as modalidades
cujos resultados ficaram aquém do esperado, argumentado que não seria
vantajoso enumerá-las ou aos atletas.“Mas,
repito, a minha esperança e a minha expectativa é que nós possamos
recuperar no ano que vai começar e consigamos confirmar uma forte
presença nos Jogos Olímpicos de Paris”, concluiu.