Presidente do CFP apela a "responsabilidade" nas propostas
OE2025
19 de set. de 2024, 11:38
— Lusa/AO Online
Na apresentação da atualização
das Perspetivas Económicas e Orçamentais 2024-2028, em Lisboa, Nazaré da
Costa Cabral deixou uma mensagem para este Orçamento do Estado,
apontando que "para lá do efeito económico e das dinâmicas e interações
económicas que possam surgir, qualquer medida tem impacto orçamental e
sobre a trajetória da dívida"."O CFP tem
chamado sempre a atenção para a necessidade de não perder este ponto de
vista e estar focado na importância de prosseguir o esforço coletivo de
redução da dívida pública", destacou a responsável. Já
existe uma situação mais favorável relativamente à dívida, mas "ainda
não estamos no ponto em que estamos completamente descansados e
tranquilos", pelo que "é preciso criar-se margem orçamental suficiente,
não apenas na dívida pública no produto mas também a de deixar de poder
estar sob a alçada e sob o foco dos mercados financeiros e do mercado de
dívida", afirmou a presidente do CFP.Neste
sentido, a responsável alertou ainda para que existe um alto nível de
sensibilidade a variações na taxa de juro, pelo que "não é nada
desejável poder comprometer a credibilidade que o país neste momento tem
em termos de comportamento e evolução da dívida pública".Concluindo,
Nazaré da Costa Cabral apelou à "responsabilidade e quantificação dos
impactos das medidas propostas, para que o país no médio prazo esteja em
condições de fazer opções de politica económica". Nestas
projeções, elaboradas num cenário de políticas invariantes, o CFP
estima um excedente orçamental de 0,7% do PIB este ano, ainda que não
estejam incluídas medidas não aprovadas até agora, nem suficientemente
contabilizadas.