Presidente da Sociedade de Reabilitação de Habitação dos Açores recusa comentar extinção
19 de dez. de 2018, 17:46
— Lusa/AO Online
"Eu não
comento as decisões políticas […]. Essa matéria de reestruturação,
extinção, já foi anunciada, aliás é pública […] e sobre essa matéria não
faço qualquer comentário", afirmou Joaquim Pires, em declarações
aos jornalistas na delegação de Ponta Delgada do parlamento açoriano.O
presidente da SPRHI foi ouvido na Comissão Eventual de Inquérito ao
Sector Público Empresarial Regional e Associações sem Fins Lucrativos
Públicas, onde foi abordada a extinção da empresa açoriana, que funciona
há 15 anos.Joaquim
Ponte assegurou que deixa a SPRHI "sólida" e "equilibrada", lembrando
que a empresa tem ativos de mais de 190 milhões de euros e um passivo de
cerca 171 milhões de euros, com um capital próprio de cerca de 14
milhões de euros.Durante
a audição do representante, os deputados do PSD recusaram fazer
questões, alegando que existe uma investigação em curso, mas Joaquim
Pires assegurou desconhecer "o que se passa", referindo por isso que
está "absolutamente tranquilo".A SPRHI foi criada em 2003, na sequência do sismo do Faial e do Pico de 1998, tendo atualmente 21 trabalhadores.Grande
parte destes trabalhadores será integrada na Direção Regional da
Habitação, da Secretaria Regional da Solidariedade Social.Joaquim
Ponte afirmou ainda que a extinção da SPRHI pode ocorrer "a todo o
momento" e sucederá à promulgação do decreto legislativo regional.Em
fevereiro, o Governo dos Açores anunciou uma redução da sua
participação direta e indireta em empresas e associações, no âmbito de
uma reforma do setor público empresarial regional que inclui a extinção
de empresas.A
reforma abrange 17 empresas no total e as extinções referem-se à SPRHI e
à Saudaçor, empresa de planeamento e gestão do Sistema Regional de
Saúde.