Presidente da República renova apelo para criação do estatuto do cuidador informal
5 de nov. de 2018, 09:07
— Lusa/AO Online
Numa
mensagem publicada na página da Presidência da República na Internet a
propósito do Dia do Cuidador, que se assinala hoje, Marcelo Rebelo de
Sousa sustentou que a criação de um estatuto próprio “é uma causa que é
nacional”, que “reúne o apoio de todos os partidos” e frisou que a
continuará a defender “até que seja uma realidade”.
“Assinalo, pois, este dia, renovando o apoio a esta causa e o apelo
para que se faça mais, vencendo preconceitos e obstáculos institucionais
à criação do Estatuto do Cuidador Informal. É uma causa que sei ser de
todos. É uma causa que merece o esforço de todos”, afirmou Marcelo
Rebelo de Sousa.O
chefe do Estado defendeu que o país “não pode continuar à espera, sob
pena de estar a perpetuar um erro imperdoável, confundindo prioridades,
atropelando a defesa da dignidade humana”. Em
Portugal, assinalou, a grande maioria dos cuidados prestados a pessoas
dependentes, sejam idosos, pessoas com deficiência, demências ou doenças
crónicas “é prestado por cuidadores informais e não através das redes
formais”.“Não
podemos continuar a fingir que não existem milhares de compatriotas que
são pais, filhos, netos, sobrinhos, primos, vizinhos, amigos, cuidadores
de tantos e tantos outros portugueses”, acrescentou.Marcelo
Rebelo de Sousa observou que há “milhares de cuidadores informais e
cada vez haverá mais”, defendendo que “não podem continuar invisíveis”
ou ignorados, "sem vencimentos, folgas, férias, reformas e direitos
sociais".No
passado dia 09 de setembro, no encerramento do I Encontro regional de
cuidadores informais, em Vila Nova da Cerveira, o Presidente da
República já tinha afirmado acreditar que até ao final da legislatura
será votado no parlamento a criação do Estatuto do Cuidador Informal,
considerando que se isso não se verificar será “um erro imperdoável”. Em
março passado, diplomas do BE, PCP, CDS-PP e PAN para reforçar medidas
de apoio ao cuidador informal e às pessoas em situação de dependência
baixaram, sem votação, à comissão de Trabalho e Segurança Social.A
criação de um estatuto próprio tem sido reclamada por grupos de
cidadãos que prestam aquele tipo de cuidados e, em junho passado, foi
criada a Associação Nacional de Cuidadores Informais.