Presidente da República marca eleições legislativas para 30 de janeiro de 2022
OE/Crise
4 de nov. de 2021, 20:13
— Lusa/AO Online
"Uma semana e um dia depois da
rejeição do Orçamento para 2022 encontro-me em condições de vos
comunicar que decidi dissolver a Assembleia da República e convocar
eleições para o dia 30 de janeiro de 2022", afirmou Marcelo
Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país, a partir do Palácio de
Belém, em Lisboa.
O chefe de Estado defendeu que "em
momentos como este existe sempre uma solução em democracia,
sem dramatizações nem temores, faz parte da vida própria da
democracia: devolver a palavra ao povo".
Sobre a escolha da data das eleições,
Marcelo Rebelo de Sousa argumentou que "campanha eleitoral bem
como debates audiovisuais que a devem anteceder" no Natal ou por
altura do Ano Novo "são, a todos os títulos, indesejáveis, e
podem ser meio caminho mandado para um aumento da abstenção".
"O sensato é apontar para debates
e campanha, a começar em 2022, mas não em cima do dia de ano novo,
e ainda assim termos eleições em janeiro – como eu disse desde o
primeiro momento –, compatibilizando a desejável rapidez com a
devia atenção a um período sensível na vida das pessoas",
acrescentou.
O Presidente da República referiu que,
nos termos da Constituição, ouviu os partidos com representação
parlamentar, o Conselho de Estado, que deu parecer favorável, por
maioria, à dissolução do parlamento, e analisou a situação
económica, social e financeira antes de fazer esta comunicação ao
país.
No final da sua mensagem, dirigiu-se
aos portugueses, declarando: "Confio em vós, no vosso
patriotismo, no vosso espírito democrático, na vossa experiência,
no vosso bom senso. Como sempre, nos instantes decisivos, são os
portugueses, e só eles, a melhor garantia do futuro de Portugal".