Presidente da República lembra empenho na preservação e divulgação do fado

Óbito/José Pracana

27 de dez. de 2016, 16:45 — Lusa/AO Online

  "Apresento as minhas condolências à família de José Pracana. Guitarrista, acompanhou muitos dos mais destacados fadistas, incluindo Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro. Mas José Pracana foi também cantor, reivindicando sempre o estatuto de «amador», e um dos mais ativos divulgadores do fado", lê-se numa nota divulgada na página da Presidência da República. Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou que é também "graças ao seu empenho" que existem "inúmeras reedições, remasterizações, edições em livro e séries televisivas, documentos que preservam esta forma musical que acabaria por ser reconhecida como Património Imaterial da Humanidade". O guitarrista açoriano José Pracana, que tocou vários anos com fadistas como Amália Rodrigues e Alfredo Marceneiro, morreu na segunda-feira, aos 70 anos, na ilha de São Miguel, nos Açores, vítima de doença prolongada, informou um amigo da família. José Pracana nasceu a 18 de março de 1946 em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. Segundo a página online do Museu do Fado, José Pracana iniciou em 1964 a sua carreira como guitarrista amador, tendo acompanhado assiduamente os fadistas Alfredo Marceneiro, Vicente da Câmara, Carlos Zel, entre outros. Entre 1969 e 1972, José Pracana dirigiu o "Arreda", em Cascais, um projeto que abandonou para ingressar na TAP. José Pracana foi autor de programas alusivos ao fado para a RTP, entre eles "Vamos aos Fados", em 1976, e "Silêncio que se vai contar o Fado", em 1992. Em 2005 recebeu o prémio Amália Rodrigues na categoria de Fado Amador.