Presidente da Fundação Oceano Azul defende maior rapidez nas decisões sobre oceanos

16 de jan. de 2025, 18:04 — Lusa/AO Online

José Soares dos Santos falava na apresentação do programa da participação de Portugal na Expo 2025 Osaka, no Oceanário de Lisboa.O presidente da fundação salientou que não deixa de ser interessante que "30 anos depois da candidatura de Portugal à Expo 98, que foi em [19]92", tendo a Parque Expo sido constituída um ano depois, que haja agora "uma exposição mundial com o tema dos oceanos"."Não nos podemos esquecer que Portugal foi pioneiro na ideia de que os oceanos são fundamentais para a humanidade e que os oceanos são absolutamente críticos à vivência do planeta enquanto um só ecossistema", prosseguiu José Soares dos Santos.Mas "não posso deixar de referir também a lentidão do que se passou nos últimos 30 anos na matéria de proteção de oceanos, na promoção de oceanos e na consciência da importância" destes não só para as comunidades costeiras, "mas para o planeta como um todo", salientou."Também não posso deixar de me alegrar nos passos que têm sido feitos nestes últimos três/quatro/cinco anos que Portugal teve esta coragem de assumir o seu papel de liderança na proteção dos oceanos", apontou, destacando o trabalho desenvolvido pela Fundação Oceano Azul com o Estado português, com as câmaras municipais, os governos regionais e universidades, entre outros.O responsável salientou ainda que é possível afirmar "Portugal ser hoje líder europeu na atribuição da importância não só natural dos oceanos, mas também da importância económica e do seu papel social" nas comunidades e no "futuro da Europa".O presidente da fundação congratulou o Estado português e o Governo de Portugal do que têm feito "em prol da liderança de Portugal nesta matéria".E aproveitou para fazer um pedido: "Temos de ser mais rápidos, não podemos ter nem tanto medo, nem acomodar tantas opiniões, temos de perceber" qual o "trabalho que produz frutos a médio e longo prazo" e "não podemos perder muito mais tempo a implementar"."Todas as decisões que tomarmos nos próximos 12 a 18 meses terão impacto em seis ou sete anos" e para isso "é necessário coragem política, o que me parece que não falta a Portugal" porque o tema dos oceanos "tem sido transversal" aos vários governos, defendeu. Portugal é um dos 161 países presentes na Expo dedicada ao tema "Desenhar as Sociedades do Futuro para as Nossas Vidas". A participação portuguesa na exposição tem como tema "Oceano: Diálogo Azul" e conta com o envolvimento de mais de 150 empresas, associações, autarquias e artistas nacionais.A Expo 2025 Osaka decorre de 13 de abril a 13 de outubro, no Japão.