Presidente da CIP vai apresentar pacto de crescimento para o país em 30 dias
12 de abr. de 2023, 17:53
— Lusa
Armindo
Monteiro assumiu esta posição na cerimónia da sua tomada de posse como
presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), sucedendo no
cargo a António Saraiva, tendo ainda reiterado que a confederação "não
pode aceitar" alterações à lei laboral que resultaram da Agenda para o
Trabalho Digno.Considerando que Portugal
precisa de "convergência, consolidação e crescimento" para responder aos
"reais problemas" que enfrenta, Armindo Monteiro sublinhou não ser
possível continuar a ver os empresários e os trabalhadores como estando
em "lados opostos da barricada", anunciando que o pacto de crescimento
será discutido entre as confederações patronais e sindicais antes de ser
apresentado ao Governo. "Assumo aqui o
compromisso de, dentro de 30 dias, apresentarmos ao Governo uma proposta
de Pacto para o crescimento de Portugal, com medidas concretas", disse,
precisando que o documento terá "metas, objetivos e desígnios bem
definidos e com prazos estabelecidos".Agradecendo
a presença dos líderes da CGTP e UGT, afirmou que as primeiras reuniões
de trabalho que vai solicitar, "ainda esta semana, serão precisamente
com estes parceiros sociais que representam os trabalhadores. "Depois,
solicitaremos, então, uma reunião ao Chefe do Governo para
apresentarmos e discutirmos as nossas propostas", disse Armindo Monteiro
que antes já tinha apontado que Portugal tem de aumentar "a riqueza, a
produtividade e a eficácia do Estado"."Portugal
tem de deixar de ser o país dos estudos e mais estudos, que
sucessivamente se sobrepõem, e passar a ser um país de ação e
concretização", disse sublinhando que o país precisa de uma "agenda de
mudança e de transformação" o torne "mais competitivo".Numa
intervenção em que aludiu também à "enorme carga fiscal que penaliza as
empresas e os trabalhadores", o novo presidente da CIP afirmou que a
confederação tem o "propósito claro" de "lutar contra o conformismo de
sermos uma espécie de carro vassoura da União Europeia, sufocados em
comissões e mais comissões, em grupos de estudo que se atropelam uns aos
outros e em teias burocráticas que, até no acesso aos fundos
comunitários, nos enredam".Armindo
Monteiro, que já era vice-presidente da CIP, foi eleito presidente da
confederação patronal em 30 de março, com 87% dos votos, na "maior
participação de sempre" para a eleição dos órgãos sociais da
confederação, segundo um comunicado então divulgado.Até agora, a CIP era presidida por António Saraiva, que liderou a confederação durante 13 anos.O
novo presidente da CIP é licenciado em gestão de empresas e é, desde
2010, presidente do Grupo Levon, que desenvolve a sua atividade nas
áreas de engenharia e construção, ambiente e serviços, IT, 'advertising'
e gestão imobiliária. Foi também
acionista e presidente da empresa Softline, entre 1994 e 2010, e do
Grupo COMPTA, entre 2007 e 2019, tendo liderado a ANJE – Associação
Nacional de Jovens Empresários e a ANETIE – Associação Nacional das
Empresas das Tecnologias de Informação e Eletrónica. A
CIP – Confederação Empresarial de Portugal representa 150 mil empresas,
que empregam 1,8 milhões de trabalhadores e têm um volume de negócios
que representa 71% do PIB nacional, segundo um comunicado. A confederação intergra o Conselho Económico e Social (CES) e a Comissão Permanente de Concertação Social.