Presidente da China defende solução diplomática para conflitos
Médio Oriente
Hoje 17:09
— Lusa/AO Online
“Defendemos
um cessar-fogo abrangente e a resolução dos litígios por meios
políticos e diplomáticos, com o entendimento de que a soberania e a
segurança dos países da região, incluindo a Jordânia, devem ser
respeitadas”, afirmou Xi.O Presidente
chinês considerou que a questão palestiniana está “no cerne” dos
problemas do Médio Oriente e defendeu uma solução assente em quatro
princípios.Xi apontou, em primeiro lugar,
para uma solução política baseada na criação de dois Estados, defendendo
o regresso às negociações de paz e a constituição de um Estado
palestiniano “o mais rapidamente possível”.O
líder chinês defendeu também uma governação palestiniana, incluindo na
Cisjordânia, e a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra, assim como
os princípios do humanitarismo, da equidade e da justiça.Pequim
pretende que sejam abordados simultaneamente “os sintomas e as causas
profundas”, através de medidas destinadas a alcançar uma solução
“rápida, abrangente, justa e duradoura” para a questão palestiniana.Xi
destacou igualmente o papel “único e importante” da Jordânia no Médio
Oriente e manifestou o “firme apoio” da China à salvaguarda da
soberania, segurança e interesses nacionais do país.O
Presidente chinês defendeu o reforço dos contactos entre os dois países
a diferentes níveis, incluindo entre governos, partidos políticos,
órgãos legislativos e autoridades locais.“A
cooperação entre a China e a Jordânia é essencialmente mutuamente
benéfica”, afirmou Xi, defendendo o aprofundamento das relações em
setores tradicionais como comércio, infraestruturas, transportes e
mineração, além da expansão para novas áreas.O
líder chinês manifestou ainda disponibilidade para reforçar a
coordenação com Amã em instituições multilaterais, incluindo as Nações
Unidas, e para defender conjuntamente “a ordem internacional baseada no
direito internacional”.Por seu lado,
Abdullah II afirmou valorizar muito a posição “imparcial e consistente
da China em relação aos assuntos regionais e o seu apoio à justa causa
dos países árabes”.“A Jordânia está
disposta a manter uma comunicação fluida com a China e a continuar a
envidar esforços positivos para aliviar a situação atual, para que os
povos do Médio Oriente possam desfrutar de paz e prosperidade”,
acrescentou o líder jordano.O monarca
reiterou também o apoio de Amã ao princípio de “Uma Só China”,
considerando Taiwan “parte integrante” do território chinês, e
manifestou interesse em receber mais investimentos de empresas chinesas
na Jordânia.Abdullah II afirmou ainda esperar que a China desempenhe “um papel de liderança mais significativo a nível global”.