Presidente da Belenenses SAD insiste na repetição do jogo com o Benfica
21 de dez. de 2021, 15:25
— Lusa/AO Online
O dirigente mostrou-se
inconformado com a decisão tomada hoje pelos clubes, na assembleia geral
da Liga Portuguesa de Futebol Profissional [LPFP], em não admitir uma
proposta visando a retroatividade na alteração dos regulamentos, que
impõe que, a partir de agora, um jogo só se possa realizar quando uma
das equipas tiver um mínimo de 13 jogadores disponíveis.Nessa
partida frente às ‘águias’, em 27 de novembro, o Belenenses SAD, devido
a um surto de Covid-19 no plantel, apresentou-se apenas com nove
elementos, tendo o desafio terminado no início da segunda parte, quando
Benfica já vencia por 7-0.“Tudo fizemos
para que esse jogo não se realizasse. Fomos obrigados a jogar senão
tínhamos falta de comparência. Em todas as instâncias temos lutado para
que jogo não seja homologado e seja repetido. A assembleia geral [da
LPFP] entendeu que a nossa proposta, pelo efeito de retroatividade,
podia ser ilegal, mas apresentámos um parecer que contraria essa ideia”,
disse Rui Pedro Soares.O líder da
Belenenses SAD lamentou que “esta tenha sido a primeira vez em 10 anos
de dirigente que uma proposta colocada à assembleia não seja admitida à
votação”, considerando que “é mais uma excecionalidade de todo este
processo”."Já no passado estivemos
sozinhos em alguns combates na Liga de Clubes, mas que mais tarde nos
virem a dar razão. Tudo fizemos, e tudo vamos fazer, para que o jogo
seja repetido. O que os clubes votaram hoje foi que a proposta
retroatividade podia ser ilegal, mas pode haver outras instâncias que
não o considerem”, completou Rui Pedro Soares.O
líder da sociedade desportivo lisboeta considerou ainda que é
“surpreendente que uma situação que afetou a imagem do futebol português
de forma tão dura” não possa ser votada, entendendo ser “ilegal que na
mesma competição desportiva haja regulamentos diferentes aplicados a
casos diferentes”.