Presidente da Altice diz que há "atrasos quase irreparáveis”
5G
26 de nov. de 2019, 18:02
— Lusa/AO Online
“[O ano de] 2020 não tenho dúvidas de que será
ano do 5G, resta saber se será ano do 5G perdido ou se haverá ainda
ganhos pelo menos na segunda metade do ano. Acredito que há atrasos
quase irreparáveis fruto da inação do regulador”, disse Alexandre
Fonseca aos jornalistas, à margem da sessão de apresentação da política
de responsabilidade social da Altice.O
gestor considerou que há um atraso “irreparável” na libertação da faixa
de 700 MHz (Megahertz) da TDT, necessária para o desenvolvimento do 5G,
uma vez que o objetivo inicialmente traçado de estar liberta no final da
primeira metade de 2020 está “irremediavelmente atrasado” e não deverá
estar disponível até ao terceiro ou quarto trimestre de 2020. Além disso, disse, ainda não há data para o leilão do 5G para atribuição das frequências. Outro
atraso que considerou "irremediável" é na competitividade de Portugal,
afirmou, considerando que o Governo já tem noção desse problema."Falo
com presidentes de grandes multinacionais da indústria e dizem que têm
dificuldade em conversar com acionistas que questionam porque hão-de
focar investimentos em Portugal, um país em que o 5G não vai contribuir
em 2020 provavelmente para a automatização dos seus processos, quando
outros países no centro da Europa já têm o 5G ativo", disse.Para
o gestor, em 2020 haverá "uma visão mais clara sobre o que será o 5G",
mas disse não ter "a certeza de que será o ano do lançamento comercial
do 5G face a todos os atrasos”.Alexandre
Fonseca tem sido, nos últimos meses, muito crítico para com o regulador
das comunicações, a Anacom - Autoridade Nacional de Comunicações,
acusando-o de incapacidades no processo de implementação da quinta
geração de internet móvel (5G). Críticas que outros presidentes de
operadoras também têm partilhado.A Altice apresentou, em Lisboa,
os projetos que tem no âmbito da política de responsabilidade social,
caso de iniciativas de desenvolvimento tecnológico em zonas despovoadas,
mas também projetos na área da educação, saúde ou de valorização da
compatibilização entre trabalho e família para os seus trabalhadores.