Presidente da agência quer tornar Portugal uma nação espacial em 2030
7 de jul. de 2021, 11:38
— Lusa/AO Online
Na
cimeira, que integra as comemorações do quinto centenário da viagem de
circum-navegação de Fernão de Magalhães que se assinalou em 2019,
Ricardo Conde disse que Portugal é “uma nação de exploradores” que quer
continuar essa ambição “da profundeza dos oceanos para o espaço”.“Temos
todas as condições para isso: somos uma nação atlântica, rica em termos
territoriais. Mesmo que a maior parte seja oceano, devemos tirar
proveito dessa matéria-prima”, frisou.Para
atingir esse objetivo, a Agência Espacial Portuguesa pretende, com a
ajuda da Europa, desenvolver novas políticas de dados, expandir a
capacidade dos teleportos, aceder a programas científicos europeus e
construir uma constelação atlântica de satélites de modo a obter
conhecimentos e criar novas aplicações de segurança para as
comunicações.“Queremos
[nos Açores] um projeto ecológico de acesso ao espaço, é uma ambição
que espero que possamos iniciar ainda este ano” através do
desenvolvimento dos “novos veículos, os Space Riders, que vão permitir
experiências vivas no espaço e que vão permitir alcançar os nossos
sonhos”, expôs Ricardo Conde.O
Space Rider surge no contexto de um "ecossistema" que está a ser criado
na ilha açoriana de Santa Maria, que conta já com estruturas como o
teleporto e onde foi inaugurada no dia 27 de abril uma antena de 15
metros dedicada à recolha de dados científicos que vão permitir perceber
as alterações climáticas.Está
previsto que o contrato para a instalação e funcionamento do Porto
Espacial de Santa Maria vá a concurso ainda este ano, para que a obra
possa ser iniciada em 2022, estando o voo inaugural previsto para 2023,
disse Ricardo Conde à Lusa em abril.Na
Glex Summit, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior,
Manuel Heitor, declarou que o “espaço transforma a economia” e que
“fornece um enquadramento único para novas ideias, novas formas de
produzir materiais avançados e desenvolver novos produtos”.Portugal
está a “facilitar o acesso a todos os que queiram ir para o espaço para
criar novas ideias com impacto nas pessoas e nas nossas vidas diárias,
desde a agricultura de precisão, às pescas, ao controlo dos mares”,
disse Manuel Heitor.“Não
há limites para a exploração espacial, para observar a terra e olhar
para o espaço exterior, fazer dele um laboratório”, concluiu.