Presidente chinês pede que fornecimento alimentar seja “principal prioridade”
7 de mar. de 2022, 13:19
— Lusa/AO Online
Xi
assegurou que a população chinesa, composta por mais de 1,4 mil milhões
de pessoas, está “bem alimentada”, mas apelou para que a questão do
fornecimento alimentar “não seja descurada”, durante uma reunião com
membros da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, uma espécie
de senado, sem poderes legislativos, cuja sessão anual está a decorrer
em Pequim. “A oferta de alimentos não pode
ser considerada uma questão insignificante”, explicou Xi, que alertou
que o país asiático não pode “depender apenas do mercado internacional”.A
China vai aderir aos princípios de “autossuficiência baseada na
produção doméstica” e na “moderação das importações de grãos”,
acrescentou, citado pela Xinhua.O líder
chinês afirmou que a autossuficiência vai ser apoiada pelo
desenvolvimento tecnológico, que permitirá à China “obter calorias e
proteínas de plantas, animais e microrganismos”.O
país asiático alimenta quase 18% da população mundial com apenas 8,5%
das terras aráveis do mundo. Em comparação, o Brasil, por exemplo, tem
quase 7% das terras aráveis para 2,7% da população mundial.A
China deve “deter firmemente o uso não agrícola de áreas cultivadas”,
pelo qual “os funcionários locais serão responsáveis”, enfatizou Xi.“O mundo entrou numa nova era de turbulência e mudanças”, alertou.A
China depende parcialmente das importações para atender à procura de
alimentos: as importações de soja, de países como Estados Unidos, Brasil
ou Argentina, ascenderam no ano passado a 96,52 milhões de toneladas.No ano passado, o país asiático promulgou uma ampla lei destinada a reduzir o desperdício de alimentos.Ao
comer fora, os anfitriões chineses tradicionalmente pedem comida em
excesso, como forma de demonstrar hospitalidade aos convidados, mas os
restaurantes podem agora cobrar uma taxa extra aos clientes que
desperdiçam grande quantidade de comida.Os
estabelecimentos que encorajam pedidos excessivos recebem, primeiro, um
aviso e, de seguida, uma multa de até 10.000 yuans (1.320 euros) por
reincidência.