Presidenciais: Seguro promete que não será "primeiro-ministro sombra" em Belém
4 de jan. de 2026, 11:30
— Lusa
“O voto útil nestas eleições não é na segunda volta, é mesmo nesta primeira volta, porque também havia um desequilíbrio completo se só houvesse um campo político a disputar estas eleições na segunda volta”, avisou Seguro no seu discurso num comício em Viseu.O candidato à Presidência da República apoiado pelo PS questionou “como é que ficaria cerca de metade dos portugueses se só houvesse um campo político a disputar estas eleições”.Seguro comprometeu-se a ser um “Presidente exigente” e deixou uma promessa: “não serei em Belém um primeiro-ministro sombra”. “A função de um Presidente é cooperar institucionalmente com os governos, é contribuir para que se crie um clima e uma cultura política de compromisso concentrada nas soluções para resolver os problemas dos portugueses. A minha primeira causa é um pacto para a saúde”, disse.O antigo líder do PS insistiu numa ideia que tem defendido ao longo desta pré-campanha de que “a única maneira de não haver essa tendência do poder absoluto”, que haveria se também o Presidente da República fosse de direita tal como nos restantes poderes, e de equilibrar o sistema político em Portugal, é eleger alguém que venha do seu campo político.“E que tenha as características de diálogo, ponderação, de bom senso, com que me apresento nestas eleições”, enfatizou.Seguro referiu que, quando anunciou a sua candidatura “há muitos meses”, se dirigiu a todos os democratas, humanistas e progressistas, assegurando que “não foram palavras escolhidas ao acaso” já que são “palavras que simbolizam bússolas orientadoras”.“A democracia é seremos iguais nas nossas necessidades, mas diferentes nas nossas liberdades”, defendeu.Seguro aproveitou para recordar a sua “primeira causa” caso vença as eleições de 18 de janeiro, que será “um pacto para a saúde” porque é preciso “salvar e renovar o SNS”.“Temos tido uma cultura de trincheira, em que mais do que cooperação tem havido distanciamento”, lamentou.Ao fim de 11 anos afastado da vida política, o antigo líder do PS referiu que oferece a sua disponibilidade “para fazer a diferença e mudar muitas das coisas que estão mal”.As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.