Presidenciais: Marcelo diz que votar é importante e próximo presidente terá tarefa mais difíci

Hoje 17:00 — Lusa

“Estamos a viver um momento difícil numa parte do país, a calamidade, e nessas ocasiões os portugueses, mais do que ainda noutras, não falham e percebem que o voto é mais importante. É mais importante quando há mais problemas, quando há problemas mais urgentes, mais graves, como é o caso”, disse Marcelo Rebelo de Sousa.Na freguesia de Molares, em Celorico de Basto (distrito de Braga), onde foi votar na segunda volta das eleições Presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o seu sucessor terá uma tarefa mais difícil do que a sua, devido ao momento atual do país e do mundo.“O Presidente eleito hoje tem uma tarefa difícil, mais difícil do que aquela que eu tive ao longo destes mandatos, e quanto maior for a participação, maior é a força que é dada àquele que vier a for eleito Presidente”, disse.Marcelo Rebelo de Sousa votou cerca das 13:30 numa assembleia de voto onde estão inscritos 496 eleitores e, em declarações aos jornalistas, num apelo à participação, juntou aos argumentos sobre a calamidade e a previsível difícil tarefa do seu antecessor o argumento de que a renovação também é importante.“Este voto de hoje é muito importante. É muito importante porque a democracia é isso mesmo, é a renovação das pessoas. A diferença da democracia em República é que há uma renovação e a renovação é fundamental para as instituições viverem melhor, cumprirem melhor a sua missão”, referiu.Quanto à realização das eleições num período em que parte do país está a viver as dificuldades relacionadas com o mau tempo, Marcelo Rebelo de Sousa recordou o que se passou na pandemia da covid-19 e mostrou-se otimista.“Acho que os portugueses estão, como se esperava, como aconteceu já no tempo da pandemia, estão a demonstrar que é nos momentos mais difíceis que estão presentes e cumprem a sua missão”, disse o Presidente da República, deixando uma sugestão.“Previa-se chuva nos pontos do território a partir das três, quatro [horas], noutros mais tarde, quer dizer que praticamente só fica ao fim da tarde que pode ter chuva. Uma sugestão que eu faço, é que quem puder votar, não esperando, porque há muitos que esperam mesmo pelas seis, sete [horas] da tarde, não espere por esse período de eventual chuva”, sugeriu.Dez anos e dois mandatos depois, Marcelo Rebelo de Sousa vai deixar Belém dentro de cerca de um mês. Questionado sobre se está já com saudade foi direto: “São ainda 27 dias, mas ainda há coisas para fazer”.As assembleias de voto abriram às 08:00 de hoje em Portugal continental e na Madeira para a segunda volta das eleições presidenciais, encerrando às 19:00.Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.