Autor: Carlota Pimentel
Em comunicado publicado na sua
página de Facebook, o executivo da Junta de Freguesia da Achadinha
explicou que a falta de recursos humanos e logísticos necessários, bem
como o impacto financeiro associado ao evento, impossibilitam a
concretização do projeto nos moldes dos anos anteriores.
“Não temos pessoal para assegurar a abertura do presépio”, afirmou António José Medeiros, presidente da Junta de Freguesia da Achadinha, em declarações ao Açoriano Oriental. E prosseguiu: “eu também já me sinto cansado para estar domingos, feriados, tudo".
Além disso, o autarca refere que com a saída de dois colaboradores, a Junta de Freguesia da Achadinha “não consegue reunir as condições necessárias para assegurar a abertura do presépio aos fins de semana e feriados, sendo estes os dias de maior adesão”, elucidando que “durante a semana, ficamos com outros serviços essenciais para a freguesia comprometidos devido à carga horária que o presépio exige".
O executivo da junta de freguesia adiantou que a
componente financeira também pesou na decisão de não realizar o presépio
este ano. “O executivo entendeu que não possui capacidade de resposta
para garantir a execução deste projeto (...) e, no caso de garantir
através de recursos privados, o mesmo seria dispendioso para os fundos
financeiros que a Junta de Freguesia dispõe para a realização do mesmo”,
pode ler-se no comunicado.
A este propósito, ao Açoriano Oriental, o
autarca refere que foram solicitados “apoios à Secretaria da Cultura e
nunca nos deram apoio nenhum. Apesar de cobrarmos um euro por pessoa,
aquilo dá-nos despesa”, explicou.
António José Medeiros refere que ainda propôs que um colega desse continuidade à tradição, no entanto, “ele disse que também não podia porque tinha a sua vida”, o que levou a que optassem por não realizar o presépio este ano, embora “com muita pena, porque o presépio leva muita gente à freguesia".
O presidente da junta de freguesia admitiu que o cancelamento terá impacto na freguesia e, “em nome da junta de freguesia”, fez um pedido de desculpas às outras juntas de freguesia que, em anos anteriores, colaboraram e pagaram transportes para trazer visitantes ao presépio. “Às juntas que colaboravam connosco, que pagavam autocarros para trazer as pessoas, peço desculpa, mas este ano não pôde ser,” lamentou.
Para o próximo ano, António José Medeiros revelou que não estará envolvido, já que termina o seu mandato, deixando a decisão sobre a retoma do presépio aos futuros responsáveis da freguesia.
Recorde-se que o
presépio era inaugurado a 8 de dezembro, permanecendo aberto durante
mais de dois meses, quase até fevereiro e levava cerca de três mil
visitantes à freguesia.