Presença da inspeção tributária no terreno vai ser reforçada
7 de set. de 2022, 12:31
— Lusa/AO Online
“A
inspeção, que nunca esteve parada, voltará naturalmente a ter uma
presença mais visível junto dos agentes económicos ao longo deste ano”,
disse o secretário de Estado, salientando que, “ultrapassados os
constrangimentos da pandemia”, será “natural que assistamos este ano a
uma maior presença da inspeção no terreno”.António
Mendonça Mendes, que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento e
Finanças sobre o relatório sobre o combate à fraude e evasão fiscais e
aduaneiras de 2021, afirmou “que esse reforço é “previsível que aconteça
em função daquilo que é a retoma da atividade económica”.Em
causa estarão ações mais viradas para a sensibilização do cumprimento e
de informação junto dos contribuintes e verificação do cumprimento
nomeadamente dos sistemas de faturação.Segundo
o relatório, a inspeção tributária realizou 22.098 ações de comprovação
e verificação em 2021, menos 14,9% do que no ano anterior, e 22,8%
foram referentes a contribuintes particulares.O
documento detalha que, daquele total de 22.098 ações, foram realizadas
17.056 ações que incidiram sobre pessoas coletivas (77,2%) e 5.042 ações
referentes a pessoas singulares (22,8%).Ao
logo do ano passado, o fisco realizou ainda 4.769 ações de inspeção
externas direcionadas a empresas, a que se somaram cerca de 44.700 ações
de controlo preventivo, e que visaram nomeadamente recolhas de
informação, ações conjuntas com outros organismos da administração
pública, controlo de bens em circulação e análise de reembolsos de IVA.Somadas, todas estas ações ascendem a 66.791, o que traduz um decréscimo de 6,9% face às 71.741 contabilizadas em 2020.No
decurso dos procedimentos inspetivos realizados foram registadas
correções e regularizações voluntárias no valor de 1.326 milhões de
euros, sendo que 620 milhões (ou 46,7%) são relativas a correções
realizadas pela Unidade de Grandes Contribuintes (UGC), o que traduz um
aumento face ao peso de 44,7% registados em 2020.Mendonça
Mendes disse ainda que as ações inspetivas não são o único meio de
dissuasão da evasão, sublinhando que o sistema de alertas levou à
regularização voluntária de cerca de 600 milhões de euros.