Prémio Nova Vaga da Anda&Fala para André Carreiro Oliveira, Atelineiras e Tomás Toste
Hoje 15:27
— Lusa/AO Online
Na segunda edição do prémio Nova Vaga, foram apresentadas 11 candidaturas de diferentes ilhas dos Açores e os selecionados foram André Carreiro Oliveira, do Faial, coletivo Atelineiras, de São Miguel e Tomás Toste, da Terceira.Em comunicado, a associação Anda&Fala salienta que as candidaturas distinguidas “revelam práticas distintas e complementares que cruzam escultura, imagem, design e ação coletiva”.“Partilhando uma atenção crítica às condições contemporâneas de produção artística, estes artistas desenvolvem investigações que oscilam entre a relação com a matéria e o ambiente, a experimentação coletiva e a instabilidade da imagem enquanto campo de reflexão, propondo novas formas de pensar a criação a partir do contexto açoriano, em diálogo com questões de transformação, identidade e pertença”, lê-se no comunicado.Os vencedores vão receber bolsas de criação no valor de 5.000 euros e, a partir do próximo mês, terão acompanhamento curatorial com o curador convidado João Francisco Reis e acompanhamento de produção pela equipa da Anda&Fala.O objetivo é que desenvolvam novos trabalhos de investigação/criação, que serão apresentados numa exposição coletiva, integrada na temporada setembro–novembro de 2026 da Vaga, sede da Anda&Fala, em Ponta Delgada.O prémio Nova Vaga, que tem periodicidade bienal, é dirigido a jovens, entre os 18 e os 35 anos, naturais e residentes nos Açores, com o objetivo de “apoiar novos valores da criação artística no arquipélago dos Açores, privilegiando práticas em desenvolvimento e o seu acompanhamento crítico ao longo do tempo”.André Carreiro Oliveira é licenciado em Design Gráfico pela Escola Artística e Profissional Árvore, no Porto, e frequenta atualmente a licenciatura em Escultura na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. O seu trabalho “explora temas de transformação, caos e a beleza crua da imperfeição, recorrendo frequentemente a materiais como o metal e a pedra”.O Atelineiras é “um coletivo transdisciplinar que procura influenciar a estrutura artística através da sua perspetiva própria de coletividade, da aproximação a públicos e da experimentação livre de técnicas artísticas que acompanham o progresso de cada integrante”.Tomás Toste é licenciado em Artes Plásticas e Multimédia pelo Instituto Politécnico de Santarém, tem um mestrado em Design e Publicidade pelo IADE e está a frequentar um segundo mestrado em Artes Plásticas nas Caldas da Rainha. A sua produção mais recente “centra-se na instabilidade da imagem enquanto espaço de representação e de dúvida”.A comissão de apreciação das candidaturas desta edição foi composta por João Francisco Reis (curador convidado), João Laia (curador), Sara Antónia Matos (curadora), Urbano (artista), Jesse James (diretor artístico da Anda&Fala) e Rubén Monfort (coordenador de programas da Anda&Fala), que destacaram a “qualidade e diversidade das práticas apresentadas, bem como a pluralidade de abordagens no campo expandido das artes visuais”.A primeira edição, em 2024, premiou Isabel Medeiros, Joana Albuquerque e Sofia Rocha, que apresentaram a exposição “Corpos Magmáticos”.A Anda&Fala é uma associação cultural sem fins lucrativos, sediada na ilha de São Miguel, nos Açores, que "promove novas centralidades para a criação contemporânea no campo expandido das artes visuais, facilitando a produção, a apresentação e a circulação de conhecimento, de artistas e de projetos".