Prejuízos em áreas não recuperáveis rondarão os 15 milhões de euros
Apagão
30 de abr. de 2025, 16:31
— Lusa/AO Online
“Neste
momento, sobretudo na industria agroalimentar, contabilizamos prejuízos
que não são recuperáveis”, disse à Lusa o presidente da CIP, Armindo
Monteiro, precisando que a estimativa dos prejuízos (15 milhões de
euros) foi feita tendo em conta um dia normal de trabalho e o tempo da
falha de energia, sendo este valor uma média que tem algumas falhas na
sua aferição.Armindo Monteiro especificou
ainda que em causa estão, por exemplo, produtos lácteos ou outros que
servem para incorporar em produtos e que num apagão com a dimensão e
duração do registado na segunda-feira são impossíveis de recuperar.Sobre
a resposta às empresas afetadas, e ressalvando que algumas situações
estarão cobertas pelos seguros, Armindo Monteiro sublinha que os
esforços e recursos públicos devem centrar-se sobretudo na prevenção.“Devíamos
investir as nossas energias e disponibilidades financeiras na
prevenção. É preferível investir para evitar novas situações destas do
que acorrer a esta situação”, afirmou o presidente da CIP, lembrando que
cada vez mais muitos sistemas estão dependentes de poucos sistemas.Já
o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP),
João Vieira Lopes (que tal como Armindo Monteiro falou à margem da 2.ª
edição da conferência anual do trabalho, promovida pelo jornal digital
Eco), afirmou ser “extremamente difícil” de calcular um valor de
prejuízos.“Sabemos que há prejuízos [mas]
não temos nenhuma queixa que quantifique”, afirmou João Vieira Lopes,
referindo que estes ocorreram sobretudo na área alimentar, devido ao
corte da cadeia de frio.Sem reclamar
quaisquer apoios públicos de resposta, João Vieira Lopes referiu,
contudo, que, sendo disponibilizado algum fundo comunitário, o Governo
deveria criar uma medida que compensasse prejuízos a quem os
comprovasse.