Preço do leite para os consumidores cai 2 cêntimos desde janeiro

Hoje 12:06 — Lusa/AO Online

A 26 de janeiro, um litro de leite custava cerca de 0,91 euros, mais dois cêntimos do que o preço médio praticado no mês de julho. Entre janeiro e fevereiro o valor cobrado por um litro de leite manteve-se estável caindo, em março, para os 0,89 euros, patamar onde ficou por mais dois meses.Em junho teve uma subida para os 0,90 euros, mas no mês seguinte voltou a ceder.O preço médio do leite comprado a produtores individuais caiu para 0,447 euros por quilograma (kg), o valor mais baixo, pelo menos, desde o início deste ano, segundo dados do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP).Neste período, o valor mais elevado foi registado em janeiro (0,465 euros por kg).Antes disso, entre janeiro e março, o preço estava numa trajetória descendente, passando de 0,462 para 0,456 euros por kg.A partir de abril regressou às descidas, caindo para 0,450 euros em maio e para 0,447 euros em junho.As descidas no preço do leite registadas desde o início do ano e até dezembro vão custar aos produtores nacionais cerca de 72 milhões de euros, segundo uma estimativa da Aprolep, enviada à Lusa. De acordo com a Associação dos Produtores de Leite de Portugal (Aprolep), as cooperativas associadas na Lactogal comunicaram no final de julho uma nova descida de 1,5 cêntimos por litro no preço ao produtor a partir de 01 de agosto, em todo o território continental.Por sua vez, na ilha de S. Miguel, nos Açores, “a Prolacto e a Insulac já responderam com descidas de dois e 1,5 cêntimos por litro, justificando a descida com a situação dos mercados a nível nacional e internacional”.“Esta descida, entre agosto e dezembro, representa menos 12 milhões de euros para os produtores, a somar aos 60 milhões de euros que já representa, em todo o ano de 2026, a descida de três cêntimos por litro face a 2025”, estimou a direção da Aprolep, em resposta à Lusa. Para a associação, isto é particularmente grave uma vez que acontece numa altura em que os produtores já se deparam com o aumento do custo dos fertilizantes, rações e do custo da energia.A Lusa contactou, na terça-feira, a Lactogal e o Ministério da Agricultura, mas ainda não obteve resposta.