Preço do cabaz de preços vigiados diminuiu 6,59 euros em São Miguel num mês

Hoje 08:58 — Filipe Torres

O preço médio do cabaz alimentar em São Miguel fixou-se nos 143,41 euros em julho de 2026, registando uma descida de 6,59 euros face a junho deste ano, quando o valor médio atingia os 150 euros. Os dados constam do relatório de acompanhamento e monitorização de preços vigiados da Direção Regional do Empreendedorismo e Competitividade (DREC), consultado pelo Açoriano Oriental.Depois de ter ultrapassado os 150 euros no primeiro trimestre de 2026, quando atingiu os 156,26 euros, o preço médio em São Miguel volta a ficar atrás dessa marca. Ainda assim, São Miguel continua entre as ilhas com o custo alimentar mais elevado da Região, também devido ao nível de disponibilidade.No conjunto dos Açores, o preço médio do cabaz alimentar diminuiu para 147,26 euros em julho de 2026, após ter atingido 149,73 euros em junho, correspondendo a uma descida mensal de 2,47 euros.  Recorde-se que o cabaz definido para análise neste relatório de acompanhamento é composto por 25 produtos, nomeadamente: alcatra novilho fresco (1 kg), arroz agulha (1 kg), azeite (750 ml), batata (1 kg), cebola (1 kg), cenoura (1 kg), chicharro (1 kg), conserva de atum em posta (120 g), costeleta de cachaço suíno fresco (1 kg), couve portuguesa (1 kg), esparguete (500 g), farinha tipo 65 (1 kg), frango inteiro sem miúdos fresco (1 kg), frango inteiro sem miúdos congelado (1 kg), leite meio gordo (1 litro), lombinho suíno fresco (1 kg), lombo novilho fresco (1 kg), maçã (1 kg), manteiga (250 g), ovos da classe L (1 dúzia), papo-seco (1 unidade), perna suíno fresco (1 kg), pera (1 kg), pojadouro novilho fresco (1 kg) e queijo (1 kg).Flores mantêm o preço médio de cabaz mais elevadoCom um preço médio de 168,02 euros em julho, as Flores continuam a apresentar o cabaz alimentar mais caro dos Açores, sendo que registaram um aumento de 80 cêntimos face a junho (167,22 euros). Foi, aliás, a única ilha com aumento mensal no preço médio do cabaz.Apesar de manter o valor mais elevado da Região, as Flores apresentaram uma taxa de disponibilidade de apenas 84%, com quatro dos produtos incluídos no cabaz em falta.São Miguel surge entre as ilhas com valores mais elevados, acompanhada pela Graciosa (139,01 euros) e pelo Faial (137,72 euros). Já o Pico apresenta um valor semelhante ao do Faial, fixando-se nos 136,60 euros.Entre as ilhas com preços mais baixos encontram-se a Terceira (131,36 euros), São Jorge (127,93 euros) e Santa Maria (120,10). O Corvo continua a apresentar o valor mais baixo, com 46,34 euros, que registou uma descida de 3,85 euros. São Miguel é a única ilha com disponibilidade totalSão Miguel voltou a assegurar, em julho de 2026, uma taxa de disponibilidade de 100% dos produtos incluídos no cabaz alimentar, analisado pela DREC, mantendo assim a disponibilidade registada em julho e foi a única que conseguiu disponibilidade completa de produtos em julho.A Terceira passou de 100% para 96%, o Faial de 96% para 88%, São Jorge de 96% para 92%, o Pico de 96% para 92% e o Corvo de 60% para 56%. Já a Graciosa (92%) e as Flores (84%) mantiveram a sua disponibilidade.Santa Maria foi a única ilha da Região a registar um aumento mensal, passando de 92% para 96%. No entanto, ficou em falta o lombo de novilho fresco, um dos produtos mais caros, o que contribuiu para a descida do preço médio em julho.Santa Maria (-26,34 euros), Terceira (-16,54 euros) e São Jorge (-5,42 euros) apresentaram as maiores descidas mensais. Entre junho e julho, a  maioria dos produtos em São Miguel baixou de preço médio, exceto cinco produtos que mantiveram o mesmo preço. Por sua vez, o cenário geral da Região é semelhante, embora o chicharro, frutas e legumes tenham registado subidas de preço médio. Em São Miguel, o pojadouro novilho fresco (-1,36 euros), a alcatra novilho fresco (-1,32 euros) e o lombinho suíno fresco (-1,15 euros) foram os produtos que registaram a maior descida mensal. Já  a nível regional, o cenário repete-se: a alcatra novilho fresco (-0,84 euros), o lombinho suíno fresco (-0,64 euros) e o pojadouro novilho (-0,63 euros).Entre os 25 produtos que estão abrangidos no cabaz,  a couve portuguesa foi o produto que mais faltou em julho nos Açores, com ausência em seis ilhas (Corvo, Faial, Flores, Graciosa, São Jorge e Pico).