Preço das casas continuou a subir no 2.º trimestre de 2022, mas desacelerou em Lisboa
25 de out. de 2022, 16:41
— Lusa/AO Online
Segundo o INE, entre abril e junho de 2022 o preço mediano da habitação
aumentou, face ao período homólogo, em todas as 25 sub-regiões NUTS
III. O preço mediano de alojamentos
familiares transacionados em Portugal foi 1.494 euros por metro quadrado
(€/m2), correspondendo a um crescimento de 2,8% face ao primeiro
trimestre de 2022 e de 17,8% relativamente ao período homólogo (segundo
trimestre de 2021). O Algarve foi a região
que apresentou neste período os preços mais elevados (2.358 €/m2) e, em
simultâneo, uma taxa de variação homóloga (+23,8%) superior à mediana
do país. Também a Área Metropolitana de
Lisboa (2.076 €/m2), a Área Metropolitana do Porto (1.576 €/m2) e a
Região Autónoma da Madeira (1.534 €/m2) registaram preços medianos
superiores ao país, apresentando, contudo, crescimentos homólogos
(+16,5%, +17,5% e +5,8%) inferiores à referência nacional, acrescentou o
INE. O Alto Alentejo manteve-se com o menor preço mediano de venda de alojamentos familiares (500 €/m2).
Na análise, os dados permitem perceber que os preços desaceleraram em
sete dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, com destaque para
Lisboa, que registou -6,1 pontos percentuais (p.p.).
Em sentido oposto, a taxa de variação homóloga aumentou em seis dos 11
municípios com mais de 100 mil habitantes da Área Metropolitana de
Lisboa (AML), principalmente em Loures (+8,8 p.p.).
Na Área Metropolitana do Porto, a taxa de variação homóloga aumentou em
quatro dos seis municípios com mais de 100 mil habitantes, com destaque
para o Porto (+9,2 p.p.) e Matosinhos (+5,3 p.p.) e desacelerou em
Gondomar (-2,4 p.p.) e em Santa Maria da Feira (- 1,4 p.p.).
Neste segundo trimestre de 2022, os compradores de habitações com
domicílio fiscal no estrangeiro pagaram o valor mediano de 2.292 €/m2 (o
valor registado no trimestre anterior tinha sido de 2.209 €/m2),
superior ao que foi pago por compradores com domicílio fiscal em
Portugal, que foi de 1.461€/m2 (no primeiro trimestre de 2022 tinha sido
1.428 €/m2). O Algarve e a AML foram
também as sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados
tanto em compradores com domicílio fiscal em Portugal (2.222 €/m2 e
2.050 €/m2, respetivamente), como no estrangeiro (2.734 €/m2 e 3.782
€/m2). No período entre julho de 2021 e
junho de 2022, Santo António (5.547 €/m2) e Marvila (5.297€/m2, com a
maior taxa de variação homologam de +79,3%, em resultado, sobretudo, da
venda de alojamentos novos) foram as freguesias de Lisboa com preços
medianos de habitação mais elevados, enquanto a de Santa Clara
apresentou o menor preço mediano (2.589 €/m2).
No mesmo período de 12 meses, no Porto, a União de freguesias de
Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde (3.271 €/m2) destacou-se, entre as sete
freguesias, por apresentar, simultaneamente, preços medianos acima do
valor do Porto (2.412 €/m2) e taxa de variação homóloga (+13,0%) também
superior à observada no município (+9,2%).Já
as freguesias de Campanhã (2.071 €/m2 e +9,2%) e de Paranhos (2.214
€/m2 e +7,8%), evidenciaram-se por apresentarem, simultaneamente, preços
medianos abaixo do valor do Porto e taxas de variação homóloga
inferiores ou iguais à do município. Estes
valores publicados pelo INE referem-se à mediana (valor que separa em
duas partes iguais o conjunto ordenado de preços por metro quadrado) dos
preços de alojamentos familiares (€/m2) transacionados no período em
causa, com base em variáveis estatísticas enviadas ao instituto de
estatística pela Autoridade Tributária com base no Imposto Municipal por
Transmissões onerosas (IMT), nomeadamente, a identificação dos
compradores segundo o seu setor institucional e domicílio fiscal. O relatório com as “Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local” está disponível no portal do INE, em www.ine.pt.