Precários pedem ao Governo dos Açores programa de integração nos quadros das escolas
26 de jul. de 2024, 17:26
— Lusa/AO Online
“Somos
assistentes operacionais e bolseiros ocupacionais, que trabalham em
programas ocupacionais em várias escolas. Fazemos as mesmas funções que
qualquer outro colega dos quadros, mas não temos os mesmos direitos,
mas, mais grave que isso, não temos estabilidade na vida”, lembrou
Márcia Raleza, a primeira subscritora de uma petição entregue no
parlamento açoriano, e que foi recebida pela Comissão de Política
Geral.Segundo os peticionários, a ausência
de vínculo laboral destes profissionais do setor da Educação cria
“instabilidade” nas escolas, além de gerar “incerteza” na vida
profissional dos assistentes e bolseiros, que não sabem quando irão
terminar os seus contratos e quando é que ficarão sem trabalho.“Há
pessoas que estão em programas ocupacionais há 13 anos!”, lembrou Mário
Goulart, outro dos peticionários recebidos pelos deputados açorianos,
acrescentando que, na escola onde trabalha, terminam os seus contratos
no mês de agosto 19 bolseiros, situação que, no seu entender, pode
colocar em causa o arranque do próximo ano letivo.Délia
Melo, deputada do PSD ao parlamento açoriano, explicou, na ocasião, que
o Governo Regional, liderado pelo social-democrata José Manuel
Bolieiro, já integrou nos quadros das escolas vários assistentes
operacionais que tinham contratos precários, mas lembrou que não foi
possível ainda chegar a todos.A Comissão
de Política Geral analisou ainda duas outras petições, uma sobre a
progressão das carreiras dos assistentes operacionais e assistentes
técnicos na Função Pública, e outra sobre a contabilização das
avaliações de desempenho na Administração Regional.