Representante da República para os Açores alerta para alterações climáticas
31 de dez. de 2021, 09:41
— Lusa/AO Online
“Os Açores, com
as suas nove ilhas, no meio do Oceano Atlântico, estão particularmente
sujeitos às alterações climáticas, fruto do aquecimento global. A subida
do nível das águas do mar e os fenómenos climáticos extremos ameaçam a
região e quem nela vive. É uma situação a que não podemos fechar os
olhos e a que não podemos fugir. As suas consequências, se nada
fizermos, serão progressivamente dramáticas”, refere Pedro Catarino na
mensagem a que a Lusa teve acesso.Para
o representante da República para os Açores, o problema “é global e
exige uma resposta global”, de “todos, e de cada um, sem exceção, e de
todos juntos”, sendo uma “responsabilidade coletiva e individual, dos
governantes e dos governados”. “Mas
precisamos de ações, não de boas intenções e de discursos. Temos de
inverter uma situação que põe em perigo as condições de vida de toda a
Humanidade. São os cientistas que o dizem e que o provam através da
verificação de factos, visíveis e alarmantes. Indesmentíveis”, alerta.Pedro
Catarino afirma que os hábitos e estilo de vida “têm que mudar”, sendo
que o “consumo excessivo, o desperdício, a falta de cuidado e de
disciplina, o desmazelo, têm que dar lugar a uma atitude responsável,
consciente e coerente”.Isto, “com uma firme e constante vontade de tornar o planeta mais saudável e, ao mesmo tempo, mais agradável e mais amigável”.
O responsável político considera que há que “ajudar a formar a
consciência dos jovens, desde crianças, de que o problema é de todos e
que todos têm um papel que devem assumir, responsável e solidariamente”.Pedro
Catarino considera que é preciso “dar a contribuição, por mais pequena
que seja, para ajudar a evitar uma espiral irreversível e uma catástrofe
mais e mais iminente”.“Não
nos podemos resignar e continuarmos com os mesmos comportamentos, a
pouco mudar, condenando-nos a nós e às gerações futuras, aos nossos
netos e bisnetos, que são o nosso prolongamento na Terra. Pior do que a
resignação será a apatia e, ainda pior, a indiferença, porque
sintomática de uma falta de autoestima e de ambição, de confiança em nós
próprios", refere o responsável político.De
acordo com Pedro Catarino, a "indiferença corresponde, de igual modo, a
uma atitude pessimista e derrotista, inibidora das capacidades, de uma
participação na vida pública e da influência nas instituições políticas
como cidadãos", conduzindo "a uma vida sem perspetivas, sem animação e
sem horizontes, sem progresso, sem avanços, sem futuro”.Pedro
Catarino quer que os açorianos “procurem dar o exemplo de um
comportamento irrepreensível que contribua para a proteção e preservação
da natureza e do seu equilíbrio, de modo a que os Açores possam
continuar a ser uma terra de eleição, um lugar de esperança”.O
representante da República para os Açores recorda que os Açores foram
designados como um dos 130 “hope spots” (lugares de esperança) a nível
mundial pela organização internacional ambientalista Mission Blue, "em
reconhecimento do seu contributo para a salvaguarda da riqueza e
diversidade do seu ecossistema”.Pedro
Catarino apelou ainda à “participação democrática dos cidadãos nos atos
da vida coletiva” em vésperas de eleições legislativas nacionais,
através do voto, bem como à vacinação contra a covid-19.