Prazo de validade dos testes ainda está a ser estudado
Covid-19
23 de dez. de 2021, 18:43
— Lusa/AO Online
O Governo está "a
estudar diversas matérias, e muitas dessas matérias são ajustadas àquilo
que é a própria evolução epidemiológica”, mas, de acordo com António
Lacerda Sales, “ainda não há definição nenhuma” em relação à
possibilidade de diminuir os prazos de validade dos testes PCR e de
antigénio devido à rapidez de propagação da variante Ómicron.Segundo
o semanário Expresso, a Direção Geral da Saúde está a estudar a
possibilidade de encurtar o prazo de apresentação dos testes PCR de 72
para 48 horas e dos testes rápidos de antigénio de 48 para 24 horas ou
menos.O secretário de Estado não confirmou
ainda essa medida, afirmando que o Governo “não olha esforços para
manter a sua capacidade testagem” e que, se os prazos forem
reduzidos, continuará “a fazer o esforço", como acontece atualmente,
para dar resposta à procura de testes, "mesmo perante um constrangimento
que não depende do nível nacional, mas é um constrangimento
internacional”.Nas Caldas da Rainha, onde
hoje, desejou as boas festas e simbolicamente ofereceu um bolo-rei aos
profissionais do Centro Hospitalar do Oeste (CHO), Lacerda Sales recusou
comentar as declarações do bastonário da Ordem dos Médicos, que
considerou os autotestes "pouco fiáveis".Reagindo
ao alerta de Miguel Guimarães para a ineficácia dos autotestes e do
apelo do bastonário às autoridades de saúde para que recomendem a
realização de testes de antigénio, o secretário de Estado referiu que
“na circular 0 11 da Direção Geral de Saúde, do INSA (instituto Nacional
de Saúde Doutor Ricardo Jorge) e do Infarmed, que compõe a
‘task force’, os testes são considerados com a sensibilidade e
especificidade que têm”, vincando que estes são “mais uma oportunidade
que os portugueses têm para se poderem testar nos diferentes segmentos
da atividade económica”.António Lacerda
Santos apontou ainda que há 1400 farmácias aderentes e 700 postos
laboratoriais onde a população pode efetuar testes, apelando às pessoas
para não sobrecarregar exclusivamente as farmácias “ e que dispersem “
um pouco por todas as diferentes instituições” onde é efetuada a
testagem.