Prata em Almada faz parte do “caminho” de Rochelle Nunes para Paris2024
Judo/GP Portugal
30 de jan. de 2023, 10:32
— Lusa/AO Online
A
prata foi a 12.ª medalha conquistada em torneios do circuito
internacional pela judoca do Benfica, que ainda não conseguiu, no
entanto, somar qualquer ouro, um dado ao qual responde com “trabalho”.“É
este o caminho. Quando penso em Jogos [Olímpicos] penso no caminho.
Cada medalha, cada conquista é um pouquinho mais. A prata, realmente,
tem um gosto amargo porque saio com uma derrota, mas acho que vou ver
estas lutas todas positivamente no futuro”, assumiu a judoca da seleção
portuguesa.Rochelle, de resto, nem se importará muito de continuar a somar finais se o resultado em Paris2024 for o desejado.“Ainda
falta o ouro no individual, mas eu trabalho muito bem para isso. Ainda
tenho chance, esperança e, se for um ouro olímpico, eu não reclamo de
ter tantas finais [sem ouro]”, frisou.Ainda
assim, a judoca nascida em Pelotas, no Brasil, admitiu que “custa
muito” voltar a perder uma final, até porque não consegue entender “o
que falta”.“Às vezes as pessoas acham que é
um bloqueio, mas não é. Eu estou realmente pronta, não fico acomodada.
Eu não saí da meia-final acomodada com o resultado, fico insatisfeita
com uma medalha de prata, custa-me a entender o que está a acontecer”,
explicou.No entanto, o que aconteceu
foi que Rochelle pensou que “estava melhor por cima” da adversária mas
não conseguiu “pesar muito” em cima da sul-coreana Hayun Kim, que
“conseguiu rodar”.“Também não vi que tinha
sido ‘wasari’ [antes, a meu favor]. Talvez se tivesse visto não tentava
manter a posição em cima. Depois vou ver com mais clama. Perdi uns
quilinhos, então estou um pouco mais leve que as adversárias, o que pode
fazer a diferença, mas sinto que estou mais forte e mais ágil também”,
resumiu.Antes de perder com a sul-corena
na final, Rochele venceu, com uma imobilização, a brasileira Giovanna
Santos, e a francesa Valentine Marchand e a cazaque Kamila Berlikash,
ambas por castigos.