Maria José Duarte, presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, declarou que o projeto de reabilitação da Praça Gonçalo Velho e zona envolvente, da autoria do Atelier Backlar, é “mais uma etapa da reabilitação urbana do centro histórico de Ponta Delgada".A autarca intervinha na sessão comemorativa dos 475 anos da cidade de Ponta Delgada, transmitida ‘online'.A presidente referiu que esta intervenção "acompanha outras empreitadas de requalificação e de reabilitação do espaço público urbano, projetadas para o presente e para o futuro e enquadradas nos recursos municipais”.Maria José Duarte disse que o projeto está dividido em duas fases de intervenção e “será submetido a consulta pública para que os cidadãos, num exercício de cidadania e de participação nas decisões públicas, possam partilhar as suas ideias e contribuir para a sua execução na defesa do interesse coletivo”.“A Praça Gonçalo Velho, outrora lugar de partidas e de chegadas, vai ser um espaço de permanência na cidade, de promoção de uma nova forma de viver e de estar na cidade, dedicada exclusivamente a peões, conferindo àquele espaço público que tanto dignifica e enobrece uma nova relação com o património arquitetónico, tão bem valorizado nas Portas da Cidade ou na Torre do Relógio da Matriz, que também está a ser recuperada”, declarou a presidente.De acordo com Maria José Duarte, a nova praça “será um espaço de circulação pedonal, de lazer, de confraternização, de serviços e vai assumir uma nova centralidade na vida dos munícipes de Ponta Delgada, a cidade que é de todo o concelho”.De acordo com a autarca, “a intervenção agora projetada está em linha com a evolução histórica nas principais capitais mundiais – e também em Ponta Delgada - de limitar à circulação pedonal as principais ruas da cidade”.A arquiteta responsável pelo projeto, Carolina Backlar, declarou que a requalificação da Praça Gonçalo Velho vai potenciar ruas pedonais, espaços inutilizados, ciclovias e zonas ecológicas, entre outras valências, numa perspetiva de “devolver a cidade à comunidade” e aos peões, tornando o espaço numa “praça de receção e convívio”.A arquiteta referiu que o projeto - que na sua primeira fase prevê que o trânsito “seja completamente eliminado, começando-se a evacuação de viaturas do centro histórico” de Ponta Delgada - vai utilizar materiais naturais dos Açores como a pedra de calcário e a madeira.As duas vias laterais das Portas da Cidade vão ser encerradas ao trânsito, enquanto a zona do largo da matriz vai ver vedado a circulação automóvel para “segurança dos peões”.O vice-presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Furtado, em resposta aos jornalistas, referiu que na primeira fase da obra a intervenção vai ser feita desde a zona das Portas da Cidade em direção ao mar, encontrando-se a preparação do concurso público em “fase final”.O município estima que a primeira fase da obra esteja orçada entre 300 a 400 mil euros, estando a verba prevista no orçamento de 2021 da autarquia, estimando-se que a obra avance em três meses.