PR vai reunir Conselho de Estado para discutir situação socioeconómica

Crise/Inflação

21 de set. de 2022, 18:36 — Lusa/AO Online

À margem de uma aula na Escola Secundária Pedro Nunes, em Lisboa, antigo liceu que frequentou, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que vai auscultar os conselheiros de Estado sobre o situação socioeconómico que o país está a viver e o que é possível esperar sobre o futuro.Sem referir uma data em concreto, o chefe de Estado referiu que a reunião do Conselho de Estado vai ser depois das audiências no Palácio de Belém com PS, PSD, Chega, Iniciativa Liberal, PCP, BE, PAN e Livre sobre o Orçamento do Estado para 2023.Durante as duas horas de aula que deu aos estudantes naquela escola, o Presidente da República anunciou que vai fazer uma auscultação sobre o que é que os partidos querem ver vertido na política orçamental do próximo ano depois da visita de cinco dias que vai fazer à costa ocidental dos Estados Unidos da América, para contactar com as comunidades portuguesas que vivem naquela parte do país.A anterior reunião do Conselho de Estado foi no final de junho, na altura com a participação, como convidado, de John Kerry, enviado especial do Presidente dos Estado Unidos da América para o clima. O tema da última reunião foram as alterações climáticas e a transição energética à luz da realidade geopolítica espoletada pela guerra na Ucrânia. Agora o conflito continua como pano de fundo, mas é o impacto que o aumento da inflação teve nos bolsos dos portugueses que vai estar no centro da discussão.Além do Presidente da República, compõem o Conselho de Estado o primeiro-ministro em funções, António Costa, o presidente do Tribunal Constitucional, a Provedora de Justiça, os presidentes dos governos regionais da Madeira e dos Açores, os antigos chefes de Estado Cavaco Silva e Ramalho Eanes.O Presidente também designou António Lobo Xavier, António Damásio, Lídia Jorge, Luís Marques Mendes e Leonor Beleza como conselheiros de Estado durante a vigência do seu mandato, e o parlamento elegeu Carlos César, Francisco Pinto Balsemão, Manuel Alegre, Sampaio da Nóvoa e Miguel Cadilhe até ao final da legislatura.