PR russo ameaça “bandidos ucranianos" que atacam Kursk
2 de set. de 2024, 11:52
— Lusa/AO Online
“Temos de tratar desses
bandidos que entraram no território da Rússia, na região de Kursk, e que
estão a tentar desestabilizar a situação nos territórios fronteiriços
como um todo”, disse Putin durante uma reunião com estudantes.Essas
observações contrastam com o discurso habitual dos responsáveis russos
que, até ao momento, tentavam minimizar a ofensiva das forças ucranianas
na região de Kursk, lançada a 06 de agosto.Putin,
no entanto, sublinhou que a Ucrânia "não alcançou a principal tarefa [a
que] se propôs: travar a ofensiva [russa] no Donbass", no leste
ucraniano.O exército ucraniano apanhou as
forças russas desprevenidas na região de Kursk, tomando rapidamente
centenas de quilómetros quadrados e dezenas de localidades, antes de ser
travado.As autoridades ucranianas
alegaram que essa operação visava, entre outras coisas, forçar a Rússia a
redistribuir as suas tropas no leste da Ucrânia para a região de Kursk.Essa
aposta parece perdida, tendo o exército russo, pelo contrário,
acelerado o seu avanço no leste, conquistando novas aldeias quase
diariamente. Hoje, os soldados russos estão a menos de dez quilómetros
da cidade de Pokrovsk, um importante centro logístico para os
ucranianos.Segundo Putin, agora as tropas
russas avançam vários quilómetros quadrados a cada ataque e não algumas
centenas de metros como anteriormente.“Há muito tempo que não experimentávamos tal ritmo de ofensiva no Donbass”, disse.A
ofensiva ucraniana na região de Kursk fez pelo menos 31 mortos civis e
mais de 140 feridos, e mais de 130 mil pessoas fugiram dos combates,
segundo as autoridades russas.Putin
admitiu que os habitantes de Kursk e de outras regiões fronteiriças
da Ucrânia, regularmente bombardeadas, “estão a passar por severas
provações”.