PR promulga suplemento remuneratório temporário para médicos do SNS
11 de jul. de 2024, 10:23
— Lusa/AO Online
Esta
decisão do chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, foi divulgada
através de uma nota no sítio oficial da Presidência da República na
Internet.O decreto-lei em causa foi
aprovado em Conselho de Ministros na passada quinta-feira e, segundo o
comunicado dessa reunião, "estabelece um sistema temporário e excecional
de recompensa dos médicos do SNS, através de um suplemento
remuneratório que valoriza o trabalho realizado para além do horário
normal, de caráter voluntário para o trabalhador, necessário para
assegurar o funcionamento dos serviços de urgência do SNS"."O
montante do suplemento vai aumentando progressivamente, com incentivos
de mais 40% a 70% da remuneração base de cada médico, por cada bloco de
40 horas de trabalho realizado, a acrescer ao pagamento das horas de
trabalho efetivamente prestadas. Foram ouvidas as estruturas
representativas dos trabalhadores médicos", lê-se no mesmo comunicado do
Governo PSD/CDS-PP.Dias antes da
aprovação deste decreto-lei, a Federação Nacional dos Médicos (Fnam)
acusou o Governo de querer "pagar o trabalho suplementar ao preço do
trabalho normal, sem limites máximos até ao fim do ano", comprometendo a
segurança dos doentes.Segundo a Fnam,
este diploma não foi negociado com os sindicatos e é classificado "de
forma errónea" como uma valorização de desempenho do trabalho
suplementar, depois de atingido o limite anual legal – 150 horas, ou 250
horas no caso dos médicos em dedicação plena.Na
mesma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República
na Internet, é divulgada a promulgação de um outro decreto-lei, que
procede à integração no Conselho Nacional de Saúde das Ordens dos
Fisioterapeutas e dos Médicos Veterinários, aprovado em Conselho de
Ministros no dia 25 de junho.