PR ouve queixas sobre corte de estrada em Pedrógão Pequeno e promete levar tema a Montenegro
Hoje 11:34
— Lusa/AO Online
Na
estrada, um grupo de cidadãos esperava a passagem de António José
Seguro, que começa hoje na Sertã a sua primeira presidência aberta, com
uma tarja onde se podia ler “Senhor Presidente precisamos de ajuda. A N2
é a nossa sobrevivência”.O Presidente da
República, recebido com palmas, ouviu as queixas destes populares e
prometeu levar já o assunto à reunião semanal de terça-feira com o
primeiro-ministro, Luís Montenegro, que será em Tomar.À
espera de António José Seguro estava Luís Dias, empresário do ramo do
turismo na vila de Pedrógão Pequeno, que considera que o encerramento
deste troço está a castrar a região.“Este é
o único acesso entre margens para aqueles que usam ciclomotores,
motorizadas, veículos sem carta e tratores. O outro acesso alternativo é
o IC8, mas estes condutores não o podem utilizar e são o grosso da
população destas localidades”, referiu.De
acordo com o empresário, as entidades competentes encerraram a estrada
com base no perigo de derrocada e queda de pedras, desde a passagem da
tempestade Kristin, no entanto, acredita que este "não é um perigo maior
do que sempre existiu".“Dizem que é
preciso fazer uma grande obra de sustentação dos taludes e das encostas e
que isso está a ser estudado. Ou seja, este ano não abre, o que nos
prejudica imenso e quisemos pedir ao senhor Presidente da República para
que interceda e que esta estrada abra imediatamente”, indicou.Segundo
Luís Dias, tal pode ocorrer com a colocação de vaias, nem que se
circule apenas em uma das vias, com o trânsito alternado.“Se isto não acontecer há uma série de investimentos que vão fechar. Uma série de negócios que vão acabar por morrer”, lamentou.Também
o presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, alertou que
esta via, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal, é de
"extrema importância para o desenvolvimento económico" da vila de
Pedrógão Pequeno.“A Nacional 2 é um ativo
económico muito importante. Queremos é que haja uma solução rápida para
esta situação e a população organizou-se espontaneamente para fazer
chegar estas suas preocupações”, disse.António
José Seguro iniciou esta manhã, no concelho da Sertã, distrito de
Castelo Branco, a primeira Presidência Aberta, dedicada a acompanhar a
recuperação das zonas atingidas pelas tempestades, numa iniciativa de
cinco dias que irá terminar sexta-feira em Leiria.A
iniciativa tem como objetivo permitir ao chefe de Estado testemunhar os
impactos das intempéries, escutar as populações e avaliar as
necessidades de resposta e de recuperação das zonas sinistradas.Durante
o dia de hoje, Seguro visita ainda os concelhos de Oleiros,
Proença-a-Nova e Vila de Rei, no distrito de Castelo Branco, terminando o
dia em Tomar, no distrito de Santarém, cidade escolhida como sede desta
Presidência Aberta.Durante a campanha
eleitoral, António José Seguro tinha prometido que, se fosse eleito,
faria a primeira Presidência aberta na zona Centro, fortemente afetada
pelo mau tempo.