PR ouve partidos entre terça e quarta-feira sobre Orçamento e estado de emergência
13 de nov. de 2020, 11:43
— Lusa/AO Online
Estas audiências foram divulgadas através de uma nota no portal da Presidência da República na Internet."O
Presidente da República marcou audiências com os partidos políticos com
assento parlamentar para os próximos dias 17 e 18 de novembro. O
Presidente quer ouvir os partidos sobre o Orçamento do Estado para 2021,
atualmente em discussão na especialidade, e sobre a situação de
pandemia e o estado de emergência", lê-se na nota.O
atual período de 15 dias de estado de emergência, que começou às 00h00
de segunda-feira e termina às 23h59 de 23 de novembro, foi aprovado no
parlamento com votos a favor de PS, PSD e CDS-PP, abstenções de BE, PAN e
Chega e votos contra de PCP, PEV e Iniciativa Liberal. Para
renovar por mais 15 dias este quadro legal para a adoção de medidas de
contenção da covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa tem de ter ouvir o
Governo e de autorização da Assembleia da República, estabelece a
Constituição.A votação final global do
Orçamento do Estado para 2021 está agendada para 26 de novembro. A
proposta do Governo foi aprovada na generalidade em 28 de outubro com
votos a favor apenas do PS, abstenções de PCP, PAN e PEV e votos contra
de PSD, BE, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.O
estado de emergência, que nunca antes tinha sido aplicado em Portugal
em democracia, esteve em vigor entre 19 de março e 02 de maio, com duas
renovações consecutivas, por um total de 45 dias.Na
sexta-feira passada, o Presidente da República anunciou que tinha
decidido decretar um novo estado de emergência "muito limitado, sem
confinamentos compulsivos", que iria ser "reavaliado no final de
novembro, na sua existência, no seu âmbito e no seu conteúdo" - não
dando como certa a sua renovação.O estado
de emergência pode ser decretado em situações de calamidade pública para
permitir suspender o exercício de alguns direitos, liberdades e
garantias, que têm de estar especificados na respetiva declaração. Na
exposição de motivos do seu decreto, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu
que o recurso ao estado de emergência era necessário para dar "garantias
reforçadas da segurança jurídica" às medidas já adotadas ou a adotar
"em domínios como os da convocação de recursos humanos para rastreio, do
controlo do estado de saúde das pessoas, da liberdade de deslocação e
da utilização de meios do setor privado e social ou cooperativo".Antes
de tomar esta decisão, o chefe de Estado recebeu o primeiro-ministro,
António Costa, e os nove partidos com assento parlamentar, e perante o
parecer favorável do Governo e a votação na Assembleia da República
concluiu que havia uma "ampla convergência" nesse sentido.