PR não irá cumprimentar pessoalmente Greta Thunberg para evitar “aproveitamento político"
Clima
2 de dez. de 2019, 11:33
— LUSA/AO Online
À
margem de uma visita à sede nacional do Banco Alimentar Contra a Fome,
na reta final da campanha de recolha de alimentos deste fim de semana,
Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a passagem por Portugal da
ativista sueca, que deverá chegar a Lisboa na manhã de terça-feira,
antes de viajar para Madrid para participar na cimeira sobre as
Alterações Climáticas (COP25).“O
presidente da Câmara de Lisboa, e bem, vai recebê-la, tal como os
deputados que patrocinam a sua vinda devem receber. Eu aí tenho uma
posição mais discreta, que é de entender que é uma grande alegria tê-la
entre nós, é um fator de mobilização de todos”, afirmou.Instado
se tenciona ir cumprimentar pessoalmente Greta Thunberg, cujo veleiro
irá atracar na Doca de Alcântara, onde dará uma conferência de imprensa,
o chefe de Estado admitiu ter hesitado, mas decidido não o fazer.“Pensei
duas vezes, estar a misturar podia ser considerado um aproveitamento
político por mim de uma realidade mais ampla e mais vasta e acho que não
tenho esse direito”, justificou.Na
véspera da cimeira de Madrid, o Presidente da República sublinhou que as
alterações climáticas são "um tema que interessa a toda a humanidade,
não só aos mais jovens”.“O facto de um dos
símbolos dos mais jovens estar entre nós é bom, mas tem de atravessar
toda a sociedade. Não podemos fazer disto uma guerra entre mais novos e
menos novos, todos têm de perceber que é um problema comum, que tem de
ser enfrentado em conjunto”, defendeu.Greta
Thunberg cruzou o Atlântico de barco para participar numa cimeira
prévia da ONU em Nova Iorque (convocada pelo secretário-geral das Nações
Unidas, António Guterres, em setembro passado) e na COP25 no Chile, mas
a alteração inesperada do local obrigou-a a voltar a embarcar, desta
vez num catamarã, para fazer a viagem ao contrário e chegar a tempo a
Madrid, sem ter de apanhar um avião, e com passagem por Lisboa.A
COP25, que arranca hoje e termina em 13 de dezembro, foi transferida de
urgência, em 01 de novembro para Madrid, depois de o Chile ter
anunciado que renunciava à sua organização, devido a um movimento de
contestação social sem precedentes no país.