PR garante apuramento de causas da morte de militares até últimas consequências

10 de set. de 2016, 14:46 — AO/Lusa

  "Há uma garantia que já dei, e que repito, e que o senhor ministro da Defesa e o general chefe de Estado-Maior das Forças Armadas também já deram: é que será tudo apurado até às últimas consequências. O que se passou, exatamente como se passou, para se retirarem lições para o futuro", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado disse também que o apuramento do que aconteceu no curso de comandos e que resultou na morte de dois militares não lhes devolve a vida. Um dos militares era natural de Ponte de lima, "um filho da terra", sublinhou. "Há uma triste coincidência no dia de hoje", acrescentou o Presidente da República, referindo-se ao facto de estar em Ponte de Lima para participar na inauguração do Centro de Interpretação da História Militar e nas Feiras Novas, que decorrem até segunda-feira naquela vila do distrito de Viana do Castelo. O presidente da República afirmou que a morte, hoje, do jovem militar natural de Gemieira, Ponte de Lima, é "uma notícia dolorosa". A morte de Dylan Silva "é uma dor para todos os nós" e para "o comandante supremo das Forças Armadas, porque é membro das Forças Armas e experimenta a mesma dor do Exército e das Forças Armadas como um todo", declarou. O chefe de Estado, que já transmitiu à família as condolências, acrescentou "não estar em causa a extinção dos comandos", mas referiu que "uma coisa são as instituições e outra são as práticas e comportamentos". "Há que apurar práticas e comportamentos para verificar o que é que aconteceu", destacou. Questionado pelos jornalistas sobre a necessidade de maior rigor na admissão dos militares nos cursos dos comandos, respondeu: "Veremos, veremos exatamente o que se passou". Este caso, sublinhou, atingiu "uma realidade extensa" pelo número de militares atingidos e, por isso, "suficientemente grave" para se apurar o que esteve na sua origem. "Bastaria que fosse um caso […]. Tem de se apurar exatamente o que aconteceu porque o prestígio das Forças Armadas é muito importante para o país", disse.