PR espera que cerimónias respeitem o período atual e "visão simples" do papa
JMJ
26 de jan. de 2023, 12:21
— Lusa/AO Online
"Ele próprio é o exemplo
de uma forma de ser e de pensar que, mesmo que estivéssemos em guerra e
mesmo que não estivéssemos na situação social em que nos encontramos,
convida à simplicidade", defendeu Marcelo Rebelo de Sousa.Em
declarações aos jornalistas no antigo picadeiro real, junto ao Palácio
de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado mostrou-se certo de que "há de
chegar uma altura em que será explicado efetivamente como é que será o
conjunto de despesas" com o encontro católico que Portugal irá acolher
em agosto.O Presidente da República, que
falava a propósito da polémica sobre os cerca de cinco milhões de euros
adjudicados para a construção de um altar-palco em Lisboa, referiu que
"há um montante muito superior a esse que o Estado português reservou
para as jornadas", de 36,5 milhões de euros.As
despesas também "correm pela Igreja Católica, numa parte", e "noutra
parte pelas autarquias, Lisboa e Loures, pelo menos essas", acrescentou
Marcelo Rebelo de Sousa.Interrogado se a
Igreja Católica Portuguesa já devia ter prestado esclarecimentos sobre
esta matéria, o chefe de Estado remeteu essa responsabilidade para todos
os envolvidos na organização da Jornada Mundial da Juventude:
autarquias, Estado e Igreja Católica."Eu acho que os três, em tempo oportuno, darão certamente esclarecimentos", disse.Segundo
o chefe de Estado, "o que os portugueses esperam é que nos pormenores
corresponda àquilo que é o pensamento do papa", que se caracteriza "por
defender uma visão simples, pobre, não triunfalista".Há
que "respeitar o período em que nos encontramos e respeitar a própria
maneira de ser do papa, quer dizer, é um papa que é contrário àquilo que
seja espaventoso", reforçou, manifestando a convicção de que "há de ser
encontrada uma solução que seja simples, à medida daquilo que é o
pensamento do papa".