PPM reconhece que subestimou Bolieiro e elogia humanismo do social-democrata
Açores/Governo
11 de dez. de 2020, 18:47
— Lusa/AO Online
"Disse que integraria uma coligação de Governo
com o PSD, mas que não apoiaria a nomeação do dr. José Manuel Bolieiro
para presidente do Governo Regional. Por esta altura é óbvio que não
cumpri. Assumo a incoerência. A responsabilidade é inteiramente minha.
Penalizo-me por isso. Todos os políticos e todas as pessoas cometem,
aqui ou ali, incoerências. Mas não deixam de ser situações sempre
penalizadoras. O que é dito deve ser cumprido", declarou Estêvão,
falando no parlamento açoriano, no final de três dias de debate do
Programa do novo executivo.Contudo,
defende o monárquico, "a verdade é que existia, pela primeira vez nos
últimos 24 anos, como se provou, uma maioria não socialista no
parlamento" açoriano. "Recusar uma
coligação liderada pelo dr. José Manuel Bolieiro teria uma consequência
prática: a manutenção do PS/Açores no poder. Isso constituiria, tendo em
conta o meu combate de décadas ao poder socialista, uma enorme
incongruência em relação ao meu passado. Seria, também, incumprir a
primeira das minhas premissas. Meti-me, com as minhas declarações em
relação à política de coligações, numa situação paradoxal e
insustentável. A verdade é que subestimei o dr. José Manuel Bolieiro.
Como agora é bem evidente, não fui o único que cometeu esse erro",
prosseguiu Estêvão.Passados que estão
"quase dois meses" das eleições de outubro, o deputado do PPM diz poder
"agora testemunhar a grande capacidade de diálogo, o humanismo, a
qualidade e a capacidade de trabalho do atual presidente do Governo
Regional".Admitindo que espera ao novo
executivo "uma situação muito difícil", o objetivo é tornar a região
"mais próspera e mais justa", o que "terá de ser evidente no final da
atual legislatura"."O que vos peço a todos
é que nem por um só momento desistam das nossas utopias e dos nossos
sonhos. Estão proibidos de desistir. Todos os dias temos o dever de
tornar a vida dos nossos semelhantes melhor. Com a energia de quem
abraçou a causa de uma vida. De quem nasceu para esta missão. De quem se
orgulha de ser o escolhido entre tantos. De quem quer deixar uma marca
indelével na nossa sociedade", sustentou.