PPM promete fazer tudo para que não seja interrompido ciclo de crescimento dos Açores
23 de nov. de 2023, 12:39
— Lusa/AO Online
“Da
nossa parte, da parte do PPM, pode o povo açoriano contar com a
determinação e o sentido de responsabilidade de sempre. Tudo vamos fazer
para que os que querem interromper o ciclo de crescimento mais rápido
da nossa História não consigam concretizar os seus intentos”, disse
Paulo Estêvão.O deputado, que na sua
intervenção final no debate do Orçamento para 2024, aplicou o “Mito da
Caverna” de Platão à realidade política local, referiu que se apercebeu
que o PS de Vasco Cordeiro “pretende manter a sociedade refém das
opções, do relato mitológico e das sombras do seu longo Governo de 24
anos”.“Pretende manter a sociedade
açoriana amarrada a uma espécie de caverna narrativa, que recusa a
inovação e a realidade”, prosseguiu.Na
opinião de Paulo Estêvão, a “crise política mais absurda e gratuita da
História Mundial” - que ocorre nos Açores - tem como único motivo “a
ambição desmedida de Vasco Cordeiro de regressar ao poder”.Vasco Cordeiro é o atual líder parlamentar do PS e foi presidente do Governo Regional açoriano entre 2012 e 2020.“Acabou-se-lhe
a paciência. Quer voltar ao poder. Quer voltar à caverna e levar com
ele todo o povo açoriano”, afirmou o deputado do PPM.Na
sua intervenção, Paulo Estêvão também referiu que os Açores nunca
cresceram tanto do ponto de vista económico como com o atual executivo
de coligação PSD/CDS-PP/PPM.“Nunca se
criou tanto emprego na região. Nunca se recuperaram e melhoraram, num
espaço tão curto de tempo, as carreiras especiais e gerais da função
pública”, disse, como exemplo.O Plano e o
Orçamento dos Açores para 2024, de cerca de dois mil milhões de euros,
começaram na segunda-feira a ser debatidos no plenário da Assembleia
Legislativa Regional, na Horta, onde a votação na generalidade deverá
acontecer na tarde de hoje.O quarto Orçamento da legislatura regional é o primeiro a ser votado após a
Iniciativa Liberal (IL) e o deputado independente terem denunciado em
março os acordos escritos que asseguravam a maioria parlamentar ao
Governo dos Açores.Antes do arranque da
discussão, a IL e o PS anunciaram o voto contra na generalidade,
enquanto Chega e PAN rejeitaram votar a favor, o que poderá levar à
reprovação do Plano e do Orçamento.Entretanto, na terça-feira, o presidente do Chega anunciou que o deputado do partido nos Açores vai abster-se na votação.A
Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na
atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM,
dois do BE, um da IL, um do PAN, um do Chega e um independente (eleito
pelo Chega).