PPM diz que funcionamento da Unidade de Saúde do Corvo "melhorou imenso"
1 de set. de 2022, 11:57
— Lusa/AO Online
Em comunicado, os monárquicos, que integram o
Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), referem que a unidade de saúde da
mais pequena ilha dos Açores "melhorou imenso e a população aprova o
trabalho realizado"."A média da procura de
cuidados de saúde por parte dos utentes aumentou cerca de 38% em apenas
dois meses", indica o deputado do PPM no parlamento açoriano, Paulo
Estêvão, citado na nota hoje divulgada.O deputado critica o PS, sustentando que o partido "não tem propostas, nem alternativas". "Criticar
por criticar. Os factos são outros. As melhorias são indesmentíveis e
são reconhecidas pela população. Não é desta forma que o PS vai
regressar ao poder. No fundo, defende apenas alguns interesses. Os
interesses dos que mandaram durante mais de duas décadas e que agora
deixaram de mandar", lê-se na nota enviada às redações.O
PPM assinala que em novembro de 2020 a Unidade de Saúde da Ilha do
Corvo tinha apenas um médico e uma enfermeira, mas tem agora “duas
enfermeiras e dois médicos".Paulo Estêvão
aponta ainda que, "durante os 24 anos dos governos PS, a Unidade de
Saúde da Ilha do Corvo funcionava num período muito limitado de
atendimento ao público durante os dias de semana" e "nos feriados e
durante os fins de semana estava fechada ao público e só abria em caso
de urgência". "Agora funciona ao longo de
todo o dia, incluindo as manhãs dos feriados e fins de semana,
assegurando cuidados presenciais, pensos, administração de medicação e
consultas fora do horário laboral. Em resultado destas medidas, a média
da procura de cuidados de saúde por parte dos utentes aumentou cerca de
38% em apenas dois meses", refere o deputado.Os
monárquicos destacam as medidas introduzidas ao nível da estrutura da
unidade de saúde, organização, equipamentos, telecomunicações, além da
abertura de concursos para "suprir as vagas de assistente operacional e
de psicologia clínica".Entre as medidas
adotadas, o PPM refere igualmente a criação de cuidados domiciliários e a
abertura de um concurso para a recuperação e ampliação do edifício da
unidade de saúde, que tem "graves insuficiências" e está "muito
degradado".Ainda de acordo com o partido,
"está quase concluído um projeto que assegura a oferta de alojamento,
utilizando as instalações afetas à própria USIC, a todos os
profissionais de saúde que se desloquem ao Corvo"."Estão previstas muitas outras ações de melhoria, que serão implementadas nos próximos meses", adianta.É ainda referido que agora o conselho de administração da unidade de saúde está regularmente constituído."Mais
uma vez, o Partido Socialista escolheu mal o alvo das críticas. Na
semana passada criticou os transportes marítimos, cuja melhoria é
indesmentível. Agora foi a vez dos serviços de saúde na ilha do Corvo,
para os quais o atual Governo Regional alocou meios sem precedentes",
afirma Paulo Estêvão.Na quarta-feira o
secretário coordenador do PS/Corvo, Lubélio Mendonça, defendeu a
“urgente adoção” de medidas por parte do Governo dos Açores para impedir
os “constrangimentos” na unidade de saúde da ilha.Lubélio
Mendonça, citado em nota de imprensa, referiu que a situação se arrasta
desde o mês de junho, “altura em que, pela exoneração do médico e
delegado de saúde residente na ilha, a prestação dos cuidados de saúde
no Corvo começou a ficar manifestamente fragilizada”.Segundo
o socialista, a saída do médico da ilha ocorreu “contra a vontade dos
corvinos e não nas condições referidas pelo secretário regional da
Saúde”, segundo as quais o profissional “continuaria a prestar serviços
como médico de família, apesar da sua exoneração do Conselho de
Administração da Unidade de Saúde de Ilha do Corvo”.Na
nota enviada hoje, o PPM diz ainda ser "falso que o médico tenha sido
exonerado do cargo de delegado de saúde", justificando que o clínico
"pediu mobilidade depois de ter assegurado à população que não a iria
solicitar".