PPM/Açores requer audição do Governo Regional sobre incineradora em São Miguel
5 de dez. de 2019, 15:30
— Lusa/AO Online
"A representação
parlamentar do PPM requer, ao abrigo das disposições regimentais e
estatutárias aplicáveis, a audição urgente, na comissão de Assuntos
Parlamentares, Ambiente e Trabalho, da secretária regional da Energia,
Ambiente e Turismo, a respeito de toda a intervenção do Governo Regional
e da administração regional no âmbito do processo da construção de uma
incineradora de resíduos na ilha de São Miguel, nomeadamente as questões
relacionadas com a declaração de impacte ambiental", lê-se num
comunicado enviado pelo PPM às redações.O
partido, que tem Paulo Estêvão como deputado único na Assembleia
Legislativa Regional, anunciou também que vai apresentar uma proposta de
modo a que sejam introduzidas alterações no Plano Estratégico de
Prevenção e Gestão de Resíduos dos Açores (PEPGRA), "no sentido do mesmo
contemplar a expressa proibição da possibilidade de construção de uma
nova incineradora de resíduos no território da Região Autónoma dos
Açores".Os seis municípios de São Miguel
decidiram avançar com um novo concurso para a construção de uma
incineradora na ilha açoriana, com menos 30 por cento da capacidade
inicialmente prevista, anunciou na quarta-feira o presidente da Musami -
Operações Municipais do Ambiente.Ricardo
Rodrigues, também presidente da Câmara Municipal de Vila Franca do
Campo, disse aos jornalistas, após ter sido ouvido em sede da Comissão
dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho, em Ponta Delgada, na
ilha de São Miguel, que foi decidido avançar com o tratamento mecânico
dos resíduos, projeto a adjudicar na próxima reunião do conselho de
administração da empresa e orçado em 4,3 milhões de euros. Adiantou
ainda que, a par deste projeto, foi lançado um concurso público para o
tratamento biológico, orçado em 6,5 milhões de euros.Ricardo
Rodrigues acrescentou que um terceiro momento contemplará, então, a
central de valorização energética, que sofrerá uma diminuição do seu
projeto inicial em cerca de 30% da sua capacidade. O
Tribunal Administrativo e Fiscal de Ponta Delgada decidiu anular em
outubro a adjudicação da construção de uma incineradora em São Miguel ao
consórcio Steinmuller Babcok Environment/CME, por parte da Musami.Em
dezembro de 2016, a Associação de Municípios da Ilha de São Miguel
(AMISM) decidiu, por unanimidade, avançar com a construção de uma
incineradora de resíduos, orçada em cerca de 60 milhões de euros.Para
o presidente da Musami, nos trabalhos parlamentares “ficou demonstrado
que não há outra alternativa” à incineração, tendo desafiado os
deputados a apontarem outros caminhos.