PPM/Açores quer apoios aos empresários do Corvo devido a quebras no abastecimento
14 de mar. de 2023, 16:04
— Lusa
“É necessário compensar
os empresários e os comerciantes e um conjunto de agentes que estão a
ter prejuízos. A compensação que está prevista para as Flores tem de ser
alargada ao Corvo”, afirmou Paulo Estêvão em conferência de imprensa
realizada na delegação da Assembleia Regional em Ponta Delgada.Em
fevereiro, a Assembleia Regional aprovou uma proposta do PS que prevê a
criação de um “apoio extraordinário e temporário” ao setor privado das
Flores e isenção de taxas portuárias e aeroportuárias de carga e
descarga de mercadorias com origem ou destino à ilha.O
deputado lembrou que o abastecimento à ilha das Flores tem sido uma
“operação com grandes dificuldades”, devido às condições meteorológicas e
à precariedade do porto das Lajes.Aquele porto foi destruído pelo Lorenzo em outubro de 2019 e voltou a ser afetado em dezembro de 2022 pela tempestade ‘Efrain’.Na
segunda-feira, o navio Margarethe, fretado pelo Governo dos Açores
(PSD/CDS-PP/PPM) não conseguiu abastecer as Flores devido ao mau tempo,
estando previsto que o abastecimento seja realizado na quinta-feira.Também
na segunda-feira, o navio ‘Thor’, que habitualmente está dedicado ao
abastecimento do Corvo, conseguiu abastecer a ilha das Flores de gás.“A
ilha do Corvo está a ser afetada, porque uma coisa é abastecer o Corvo e
outra coisa é abastecer uma ilha que tem 10 vezes mais população, como
as Flores. É uma embarcação que tem uma pequena capacidade que serve uma
população de 400 habitantes”, afirmou.O PPM pretende que os apoios aos empresários das Flores sejam alargados à ilha do Corvo.“Os prejuízos que estão a ocorrer na ilha das Flores, também estão a ocorrer no Corvo”, declarou.O
deputado do PPM lembrou que o navio ‘Thor’ se encontra atualmente a
realizar o abastecimento de combustível à ilha de São Jorge, uma medida
implementada no âmbito da crise sismovulcânica que afetou a ilha em
2022.“Nas atuas circunstâncias, o ‘Thor’ deve estar exclusivamente ao serviço das ilhas do grupo ocidental”, realçou.Estêvão
defendeu ainda a criação de estufas para que o grupo Ocidental possa
ser “autossuficiente em frescos”, admitindo que tal implica um
investimento em “estruturas caras”.“O que
temos de fazer é ser a própria região a construir as infraestruturas, as
estufas, e depois ceder a sua exploração a quem estiver interessado. Se
nós construirmos essas infraestruturas, obviamente será possível
encontrar gente com disponibilidade”, concluiu.