PPM/Açores diz que autonomia exige estabilidade política e governativa
Hoje 17:27
— Lusa
“Festejamos, este ano, os 50 anos da autonomia. Temos de persistir na unidade porque ela é filha do Espírito Santo e a semente do progresso e da justiça. A autonomia não foi apenas uma conquista institucional. Foi, e continua a ser, um instrumento ao serviço da nossa capacidade de decidir, de proteger o que é nosso e de construir o nosso futuro com responsabilidade”, afirmou João Mendonça na sessão solene do Dia dos Açores, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.O deputado único do PPM na Assembleia Legislativa dos Açores referiu que ao longo das últimas cinco décadas, a região afirmou a sua voz, criou oportunidades e reforçou a coesão entre as ilhas, mas a autonomia “exige continuidade, exige sentido de propósito, cooperação e ambição, exige estabilidade política e governativa”.“É nesse espírito que também olhamos para o futuro. E é com esse mesmo espírito que vos deixo um desafio”, afirmou.O parlamentar propôs que no âmbito dos 600 anos da descoberta e povoamento dos Açores, que são assinalados no próximo ano, seja feito um gesto de reconhecimento para com a diáspora.“Milhões de açorianos, bem como os seus descendentes, espalhados pelo mundo, mantêm viva a ligação a estas ilhas. Esse vínculo merece ser afirmado de forma clara e duradoura. Na verdade, esse símbolo já existe. Chama-se ‘Ilhas de Bruma’. Façamos dessa canção o hino das comunidades açorianas. Um sinal de gratidão, de memória e de pertença”, sugeriu.E prosseguiu: “Ainda vamos a tempo. Porque as nossas ilhas ainda são de bruma, porque as gaivotas continuam a beijar a terra e porque o coração açoriano ainda não aprendeu a partir. Enquanto houver um açoriano no mundo que traga no peito a memória destas ilhas, os Açores nunca serão pequenos”.O parlamentar do PPM referiu, ainda, que a data hoje assinalada “é o dia de todas as ilhas”.“Mas este é também o dia dos que um dia partiram e levaram os nossos rostos, as nossas tradições e as nossas orações para o Brasil, para os Estados Unidos, para o Canadá, para a Bermuda, para o Uruguai ou mesmo para o Havai e outros destinos ainda mais distantes. Neste Dia do Espírito Santo, todos se podem sentar a esta mesa”, disse.As comemorações que hoje decorrem em Ponta Delgada são uma organização conjunta da Assembleia Legislativa e do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM), na sequência da instituição do Dia da Região Autónoma dos Açores, em 1980, para comemorar a açorianidade e a autonomia.A data, feriado regional, é celebrada na Segunda-feira do Espírito Santo.Na sessão solene vão ser impostas 25 insígnias honoríficas açorianas que distinguem cidadãos e pessoas coletivas que se tenham destacado “por méritos pessoais ou institucionais, atos, feitos cívicos ou por serviços prestados à região”.Serão atribuídas seis insígnias autonómicas de reconhecimento, duas de mérito profissional, três de mérito industrial, comercial e agrícola, e catorze de mérito cívico.