PPM/Açores contra encerramento de balcões da Caixa Geral de Depósitos na região
25 de out. de 2024, 11:16
— Lusa/AO Online
Citado numa nota de imprensa do
partido, João Mendonça, deputado único do PPM no parlamento açoriano,
expressa "profunda preocupação" e oposição face ao "anunciado
encerramento de vários balcões" da CGD em diversas regiões do país."Esta
decisão, recentemente comunicada pela administração da CGD, afeta
diretamente as populações, em especial aquelas que residem em áreas mais
isoladas e despovoadas, onde o acesso a serviços bancários já é
limitado", considera João Mendonça.O PPM
apela à administração da CGD para que faça "uma reavaliação ponderada"
de modo a assegurar "a manutenção imprescindível dos serviços bancários
públicos e, em paralelo, proteger a estabilidade financeira e
operacional" da instituição bancária.Para o
deputado do PPM no parlamento açoriano, enquanto instituição bancária
pública, a CGD "tem um dever primordial de garantir um serviço de
proximidade e qualidade a todos os cidadãos, independentemente da sua
localização geográfica”. "O fecho de
balcões não só penaliza os utentes, em particular os mais idosos e
aqueles sem acesso facilitado a meios digitais, como também coloca em
causa a coesão territorial e o desenvolvimento local", aponta João
Mendonça. Por outro lado, o deputado
considera que o encerramento de agências bancárias agrava o
despovoamento e contribui para o isolamento das comunidades afetadas."A
Caixa Geral de Depósitos, enquanto instituição bancária estatal, deve
colocar em primeiro plano o bem-estar dos cidadãos e o desenvolvimento
sustentável do país, prevalecendo sobre as forças de mercado e a procura
por lucros imediatos", defende o deputado do PPM, propondo
"alternativas viáveis" que garantam a continuidade dos serviços
bancários.A 03 de outubro, em comunicado,
a Comissão de Trabalhadores do banco denunciou aquilo que dizia ser o
“incumprimento” da CGD do “dever de serviço público bancário”.Na
terça-feira, em declarações à Lusa, o presidente da Comissão de
Trabalhadores da CGD, Jorge Canadelo, disse que o problema está a
colocar-se sobretudo em agências do interior de Portugal continental e
das ilhas e que isso é feito pondo em causa a sustentabilidade da
empresa no futuro e sem qualquer "visão crítica" da tutela, o Governo.Questionada
pela Lusa, fonte oficial do banco público afirmou que "é completamente
falso que a CGD esteja a reduzir serviços, nomeadamente no interior ou
nas ilhas" e que "só por manifesta má-fé o investimento superior a 70
milhões de euros que a Caixa está a realizar sua extensa rede de
agências pode ser entendido como recuo de serviços, quando o mesmo se
insere num plano de transformação digital que visa servir mais e melhor
os seus clientes onde quer que eles estejam".Segundo
a CGD, a criação de agências de nova geração "não deixa ninguém para
trás e aumenta de forma significativa a sua capacidade de serviço aos
clientes, nomeadamente nas disponibilidades de tesouraria".