PPM/Açores acusa PS de impedir audição, socialistas falam em "delírio"
13 de nov. de 2019, 11:00
— Lusa/AO Online
Em nota
de imprensa enviada às redações, o deputado único do PPM no parlamento
açoriano, Paulo Estêvão, considera que “o bloqueio do PS à audição
parlamentar dos representantes da Provise e das outras empresas de
segurança privada tem como objetivo esconder as evidentes ligações que
existem entre estas empresas e o poder governamental socialista na
região”, uma acusação que o deputado socialista João Vasco Costa
classificou como “mais um delírio” do PPM.
O socialista lembra que foi ouvido, há duas semanas, um representante
da empresa na Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho
(CAPAT) e, como tal, não tem “qualquer cabimento estar a repetir
diligências apenas e só porque o deputado Paulo Estêvão não esteve
presente”. No âmbito de um projeto de
resolução entregue em 09 de setembro, em que é solicitada a audição dos
responsáveis da empresa na Comissão de Política Geral, o PPM “desafia o
presidente do Governo Regional, na qualidade de presidente do PS/Açores,
a levantar o veto à audição no parlamento dos Açores dos responsáveis
de Provise e das restantes empresas de segurança privada que exercem
funções na região”. O diretor-geral da
empresa, Carlos Oliveira, garante que está disponível para ser ouvido,
mas considera “extemporâneo”, já que a empresa foi ouvida recentemente e
têm ainda “pouco tempo de administração”, acrescentando que solicitou
uma audiência com o presidente do Governo Regional, pelo que não
considera “sensato ser ouvido antes disso”.Carlos
Oliveira e Alice Domingos, presidente do conselho de administração,
tomaram posse esta segunda-feira, assumindo agora a administração da
empresa. Em declarações à Lusa, o
diretor-geral esclareceu que “não há pessoas com meses de ordenados em
atraso – há é uma cronologia de atraso no pagamento das suas
retribuições”.“A Provise acaba por pagar
sempre, não paga é nos dias certos, paga tarde”, mas adiantou que, desde
segunda-feira, já foram pagos mais de 50% dos salários em atraso.
“A Provise, corrigindo uma série destes vetores de gestão, está pronta a
receber uma injeção de capital”, afirmou Carlos Oliveira, estimando que
o processo dure até quatro meses. Fundada
em novembro de 1994, na ilha de São Miguel, a Provise é a maior empresa
de vigilância dos Açores e entre os seus vários clientes estão três
empresas públicas: a transportadora aérea SATA, a Empresa de
Eletricidade dos Açores (EDA) e a Norma-Açores.