Portugueses querem cientistas mais ouvidos em matéria de alterações climáticas
13 de jul. de 2022, 18:30
— Lusa/AO online
Para a maioria
dos inquiridos (52,2%), o grau de envolvimento dos cientistas na decisão
política é “baixo ou inexistente”, lê-se num documento divulgado pelo
PlanAPP – Centro de Competências de Planeamento, de Políticas e de
Prospetiva da Administração Pública sobre o inquérito da OCDE.O
inquérito sobre a confiança dos cidadãos no governo e nas instituições
públicas apresenta Portugal “em sintonia” com os restantes países, de
uma forma geral.Porém, os portugueses
apresentam níveis de confiança mais baixos em relação a algumas
instituições públicas, nomeadamente, a Administração Pública (Portugal
54,2%, restantes países 63%) e em relação aos tribunais (Portugal 42,1%,
restantes países 56,9%), de acordo com os resultados apurados a partir
dos dados de cada país.A polícia surge
como a instituição mais confiável (Portugal 71,8%, restantes países
67,1%) e os partidos políticos como os menos confiáveis (Portugal 20,9%,
restantes países 24,5%). A confiança dos portugueses na comunicação social distingue-se pela positiva (Portugal 48,3%, restantes países 38,8%).“No
que diz respeito aos fatores determinantes da confiança na governança
pública, a confiabilidade é o valor que reúne mais expectativas
positivas (Portugal 53,9%, restantes países 47,7%) e a integridade o que
concentra mais expectativas negativas (Portugal 29,6%, restantes países
37,6%), sendo os políticos o grupo com a avaliação mais negativa”.
Apenas 27,0% dos inquiridos considerou provável que os políticos
recusem ofertas de “portas giratórias” em troca de favores políticos.O inquérito abrangeu 22 países e mais de 50.000 pessoas.