Portugueses alertam para importânica da formação profissional no Europeu das Profissões
11 de set. de 2025, 15:48
— João Moura Lacerda/Lusa/AO Online
A
representação portuguesa na 9.ª edição do EuroSkills está a cargo de 15
jovens, distribuídos por 13 áreas profissionais, que competem com
outros cerca de 600, dos 17 aos 25 anos, de 33 países. “O
Governo, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e outras
entidades da formação estão no caminho da valorização da formação
profissional: acabar com o estigma que, algum dia lá trás, se criou,
porque estas profissões têm muito futuro”, disse hoje à Lusa o
coordenador em Portugal da WorldSkills, que organiza o campeonato.Gustavo
Seia explicou que as profissões que estão em competição – cabeleireiro,
controlo industrial, instalações elétricas, mecatrónica industrial ou
robótica – estão no “nível do campeonato mundial”. “Quem
elabora as provas são profissionais da indústria ou das profissões que
aqui estão. Não forçosamente ligados à WorldSkills, portanto, veem com
aquilo que, no fundo, o mercado de trabalho exige aos trabalhadores que
vão exercer estas profissões. São provas bastante exigentes. Diria que é
uma coisa transversal a todas as profissões”, considerou. Na
competição, que decorre entre quarta e sexta-feira, a equipa portuguesa
pretende demonstrar que é preciso “trabalhar com o mercado de
trabalho”, no sentido de que a remuneração seja correspondente àquilo
que é exigido aos jovens.“O objetivo
número um é realmente mostrar à população que o caminho da formação
profissional – do ensino vocacional – vale a pena. É uma boa saída e é
muito necessário para o desenvolvimento económico e social enquanto
país”, precisou. Os 15 jovens que se
encontram em competição fazem parte da comitiva portuguesa depois de
terem sido os que tiveram melhores classificações no Campeonato Nacional
das Profissões, em Santa Maria da Feira (Aveiro), em novembro do ano
passado.Receberam formação no Centro de
Formação Profissional da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica
(CENFIM), Centro de Formação Profissional para o Setor Alimentar
(CFPSA), Escola Profissional do Sindicato do Escritório e Comércio da
Região Autónoma dos Açores e Centro de Emprego (EPROSEC) Formação
Profissional.O técnico de controlo
industrial Nelson Ribeiro, de 20 anos, que está a montar um quadro de
distribuição elétrica, contou que “cada dia [que passa] é sempre mais um
bocadinho cansativo”.“Hoje sinto-me
melhor. Ontem [quarta-feira] estive um bocado mais stressado, mas hoje
estou a sentir-me melhor”, disse o técnico de mecatrónica de nível 4,
que atualmente está a tirar o nível 5 de especialista.À
Lusa, o especialista na área do controlo industrial Adelino Santos
esclareceu o trabalho de Nelson Ribeiro tem a ver a automação do
funcionamento de uma máquina ao nível da indústria.“Por
exemplo, da área dos vinhos, dos sistemas de enchimento de garrafas…
Qualquer tipo de empresa na área da construção de pneus, qualquer
empresa que tenha uma máquina para produzir, essa máquina tem que ter
uma parte elétrica”, disse.A representar
Portugal na mecatrónica estão Diogo Botelho e Simão Alves, de 19 e 18
anos, respetivamente, que consideraram que a prova de automação
eletricidade “está a correr bem”. “Estamos a dar o máximo que conseguimos. É uma experiência única”, remataram.