Português teve uma das médias positivas mais baixas
Exames/Secundário
21 de mai. de 2021, 09:03
— Lusa/AO Online
Apesar
de continuar a subir, a média das notas no exame nacional de Português
não melhorou tanto como noutras disciplinas, como Biologia e Geologia ou
Física e Química, em que o aumento foi superior a três valores.No
ano passado, a nota média a esta disciplina, que levou a exame 36.620
alunos, foi de 11,9 valores, pouco mais em relação aos 11,8 valores
registados em 2019 e, apesar da melhoria, Português foi a segunda
disciplina com a média positiva mais baixa, segundo dados do Ministério
da Educação.Ainda assim, a ligeira subida
da classificação média global foi também acompanhada do aumento da
percentagem de escolas que conseguiram ter uma média positiva: 95,1% em
comparação com as anteriores 92,3%.O
Colégio Arautos do Evangelho, em Braga, lidera o ‘ranking’ elaborado
pela Lusa, um lugar conseguido pelos dois alunos levados a exame naquele
estabelecimento de ensino, cuja média foi de 17,8 valores.Em
2.º lugar surge o Grande Colégio Universal, no Porto, com 17,0 valores,
seguindo-se outro colégio privado, o Colégio Nossa Senhora do Rosário,
também no Porto, onde os 28 alunos que fizeram o exame de Português
conseguiram uma média de 16,6 valores.É no
14.º lugar do ‘ranking’ geral que surge a primeira escola pública, a
Escola Artística do Conservatório de Música do Porto, com 15,6 valores.Os
três distritos que conseguiram melhores resultados a Português são no
Norte, com Viana do Castelo a Ocupar o primeiro lugar, seguindo-se Braga
e Viseu, enquanto os piores resultados foram registados nas escolas
estrangeiras, na região autónoma da Madeira e em Bragança.Acompanhando
a tendência geral, também nesta disciplina a melhor média é a das
raparigas, com 12,3 valores, em comparação com os 11,6 conseguidos pelos
rapazes.Habitualmente, o exame de
Português é o mais concorrido, já que é feito pelos finalistas de todos
os cursos cientifico-humanísticos, mas em 2020 houve menos quase 20 mil
alunos a fazer esta prova do que no ano anterior, uma vez que não era
obrigatória para concluir o secundário.Devido
à pandemia de Covid-19, o Governo alterou as regras para as provas de
avaliação externa, mantendo apenas os exames nacionais do ensino
secundário que não seriam contabilizados para a classificação interna,
servindo só como provas de ingresso para o ensino superior.Por
outro lado, nestas provas os alunos beneficiaram também de regras de
classificação diferentes das habituais, para mitigar as desigualdades
acentuadas pelo ensino à distância, e apenas foram contabilizadas as
respostas às perguntas obrigatórias e aquelas em que o aluno tenha tido
melhor pontuação.